África
Benim: antigo partido da oposição alia-se ao Presidente Patrice Talon
A Frente para um Benim Emergente (FCBE), uma das formações políticas que durante anos integrou a oposição no Benim, anunciou oficialmente a adesão ao bloco presidencial liderado pelo chefe de Estado, Patrice Talon, marcando uma nova viragem no cenário político do país da África Ocidental.
Depois de cerca de dez anos na oposição, a FCBE comunicou no sábado que passará a integrar a coligação governista composta pela União Progressista para a Renovação (UPR) e pelo Bloco Republicano (BR).
A decisão surge num contexto de enfraquecimento progressivo da oposição beninense, especialmente após a exclusão da principal força opositora, o Partido Democrata, da corrida presidencial por alegada insuficiência de apoio político.
Os dirigentes da FCBE justificaram a mudança de posicionamento político com os resultados das últimas eleições presidenciais e legislativas, nas quais o partido não conseguiu conquistar qualquer assento parlamentar.
Segundo os responsáveis, a nova aliança pretende contribuir para a estabilidade política e para o desenvolvimento do país.
“O povo fez a sua escolha e a escolha do povo é vinculativa para nós”, afirmou Yaya Garba, um dos líderes da FCBE, ao defender a aproximação ao poder.
A direção do partido também felicitou Patrice Talon pelos dois mandatos presidenciais e pela condução considerada “tranquila” do processo eleitoral.
A tomada de posse do novo Presidente eleito, Romuald Wadagni, está prevista para 24 de maio.
Nos últimos anos, o campo presidencial consolidou a sua influência política no Benim. Antes mesmo das presidenciais de 12 de abril, os partidos ligados ao Governo já haviam conquistado todas as cadeiras nas eleições parlamentares e municipais.
Nos últimos anos, o campo presidencial consolidou a sua influência política no Benim. Antes mesmo das presidenciais de 12 de abril, os partidos ligados ao Governo já haviam conquistado todas as cadeiras nas eleições parlamentares e municipais.
Embora Patrice Talon defenda que as reformas implementadas tinham como objetivo reorganizar e moralizar a vida política nacional, setores da oposição e organizações da sociedade civil acusam o executivo de limitar o pluralismo democrático e dificultar o acesso dos adversários políticos às instituições.
Diversas figuras opositoras foram detidas ou condenadas a penas de prisão nos últimos anos, aumentando as críticas sobre o recuo democrático no país, anteriormente apontado como uma referência de estabilidade democrática na África Ocidental.
