Sociedade
Benguela vive o caos com “famílias ao relento e pessoas a serem levadas pelas águas”
“A situação está caótica. Toda parte adjacente ao rio Cavaco está submersa”.
Fonte do Correio da Kianda em Benguela, confirmou a instantes à nossa redacção, as imagens e vídeos postos a circular na internet, que mostram vários bairros do município de Benguela, capital da província com o mesmo nome, submersos, em consequência do transbordo do rio Cavaco, por conta das chuvas que se abateram na madrugada deste domingo, 12.
“Estava para sair de Benguela para Luanda hoje, mas não conseguimos passar. O rio transbordou e está interdita a Estrada Nacional Número 100. Ninguém está a passar”, disse Adérito Casemiro.
De acordo com a fonte que temos vindo a citar, “pelo menos dez bairros estão submersos”. Segundo falou à nossa redacção, o Hospital Geral de Benguela está submerso, “as pessoas estão a ser evacuadas para outros locais”.
Cenário igual na penitenciária local, onde, conforme contou por ligação telefónica, os presos também foram retirados.
“Está um processo de evacuamento de pessoas para zonas mais seguras, mas é mesmo uma situação caótica, com muitas famílias ao relento e crianças a serem levadas pela água”, afirmou.
Num comunicado divulgado hoje, o Governo Provincial de Benguela informou que, em consequência das fortes correntes de água provocadas pelas chuvas intensas registadas nos últimos dias, se verificou o rompimento do dique de protecção da margem esquerda do rio Cavaco, localizado no Bairro das Bimbas, município de Benguela.
“Como consequência directa, verifica-se um fluxo descontrolado de água, resultando em inundações severas na zona da Calomanga, bem como em áreas de cultivo e fazendas adjacentes, tendo igualmente sido afectados os bairros da Massangarala, Cotel e Santa Teresa”, lê-se na nota enviada ao Correio da Kianda.
Ainda segundo o comunicado, “as equipas técnicas e de emergência já se encontram no terreno a monitorizar a evolução da situação, a conter os danos e a prestar o apoio necessário às famílias afectadas”.
