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Sociedade

Benguela: Jovens da Catumbela aguardam nas pedonais oportunidade de emprego

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No município mais jovem da província de Benguela, Catumbela, cerca de 50 a 100 jovens aguardam, todos os dias, debaixo das pedonais e nas proximidades algumas empresas privadas desta região, por uma vaga de emprego.

Ao Correio da Kianda, os jovens que buscam por uma oportunidade de emprego, pedem ao Presidente da República a criação de condições para a efectividade da política de empregabilidade para que milhares de angolanos possam ter trabalho digno, clamam os jovens.

Paulino Quintas, um dos jovens que o Correio da Kianda encontrou, as 10 horas desta terça-feira, na pedonal da estação do Luongo, na Estrada Nacional 100, onde estão instaladas algumas empresas, disse que a juventude do município da Catumbela passam por inúmeras dificuldades, que advêm da falta de emprego e de habitação.

O mesmo diz ter concluído o ensino médio há mais de 10 anos, mas a falta de condições financeiras impediram o seu desejo de continuar a sua formação, por isso, todos os dias ele e outros jovens vão a pedonal, a procura de uma oportunidade de trabalho em uma das empresas.

O jovem roga ao executivo a criação de políticas para que possam facilitar os jovens a ter emprego e garantir a sua alta sustentabilidade.

Paulo Jamba, de 32 anos de idade, entre a oportunidade de emprego, o jovem clama por falta de ocupação por isso, que muitos andam na rua a procura de trabalho.

Segundo o jovem, no período das eleições, receberam promessas de emprego:

“Antes do voto nos prometeram emprego até hoje não tem, muitos finalizaram os estudos e não tem trabalho”, disse.

 O jovem Mário Joaquim, residente na zona da Fabrica Velha, disse que anda desiludido com actual situação política de empregabilidade. O jovem que se encontrava nas proximidades de umas das empresas de fábrica de bebidas alcoólica, disse que todos os dias se desloca às portas desta unidade fabril em busca de uma oportunidade de emprego.

Diz ser licenciado, mas até ao momento não consegue ter o seu primeiro emprego, tendo apontado o dedo ao governo e a administração local, por falta de política consentânea à empregabilidade.

“Não temos uma política consentânea para criação de empregabilidade. Bem como, não há, à nível das instituições escolar e universitárias, incentivo de criatividade, por isso, muitos de nós acabamos aqui nas pedonais e nas portas das empresas a espera de um trabalho eventual para sustentabilidade”, disse.

Entretanto, na tentativa de ouvir da Administração municipal, o Correio da Kianda contactou nesta segunda-feira, 17 e terça-feira, 18, o gabinete da Administradora municipal, porém depois de cinco horas de espera em cada um dos dias, os técnicos do Gabinete de comunicação disseram que “infelizmente não será possível ser recebido pela chefe”.

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1 Comment

1 Comment

  1. Loozap

    19/10/2022 at 2:35 pm

    As oportunidades são aquelas que o Estado deve liberar para que estejamos bem e que os jovens possam se desenvolver

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