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Economia

Benguela: fábrica de aguardente utiliza 90% de matéria-prima nacional

Redação

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A fábrica de aguardente de cana Caxaramba, localizada na cidade do Lobito, província de Benguela, está a utilizar 90% de matéria-prima nacional, revelou o seu sócio gerente, Ricardo Guerra.

Ao falar à Angop, Ricardo Guerra informou que a bebida, com o mesmo nome,  tem sido produzida com cana-de-açúcar adquirida a pequenos produtores dos municípios do Dombe, em  Benguela,  e da Gabela, província do Cuanza Sul, enquanto as garrafas de 250 mililitros são compradas  a Vidrul, em Luanda.

“Os únicos elementos provenientes do exterior é a rolha, porque ainda não temos fornecedores locais de cápsulas, e os cascos de carvalho francês onde ela é envelhecida, ”  sublinhou.

Quando ao processo de fabricação, adiantou que a empresa necessita, mensalmente, de 70 metros cúbicos de etanol e a sua produção varia entre cinco a sete mil caixas de 24 garrafas cada/mês.

Após a fabricação, o produto é levado para o laboratório de uma empresa, no Luongo, município da Catumbela, para certificação da qualidade, apesar de haver, de quando em vez, alguns constrangimentos por falta de reagentes.

Na ocasião, aproveitou a oportunidade para mostrar a produção de álcool em gel, embalado em pacotes de três litros, embora em poucas quantidades, mas que tem contribuído para a oferta de produtos de biossegurança a nível local, para comabte à covid-19.

O empresário disse estar nos seus planos, a aquisição de alguns hectares de terra para produção própria de cana, independentemente de comprar o produto a pequenos produtores.

Por outro lado, afirmou ter tido contactos com produtores de ananás no município do Bocoio, para fabricar igualmente aguardente, aliviando desta forma o transtorno dos agricultores, causados pela acumulação do produto ao ponto de se estragar por falta de escoamento.

Em relação ao mercado, referiu haver aceitação por parte dos consumidores por ter preço competitivo, avaliado em dois mil e quinhentos kwanzas, contra os cinco a seis mil dos importados como Gin Gordon, Havana Club e outros.

A Caxaramba é muito procurada em Luanda, onde há maior poder de compra e em cidades mais frias como o Huambo e Lubango e nalgumas zonas piscatórias.

“Neste momento as vendas baixaram  devido ao estado de calamidade por força da covid-19, pois, não há eventos ou festas onde verifica-se muita procura de aguardente para fazer os cocktails”, explicou.

Em termos de equipamento, além do material de destilação, a fábrica conta com duas linhas de enchimento, oito tanques de fermentação, uma máquina de produção de saquetas, uma osmose para o tratamento da água, reservatórios, entre outros.

Pelo menos 33 trabalhadores garantem a produção que conta, neste momento, com 40 mil litros de aguardente reservados e a envelhecer, para dar a qualidade pretendida, segundo Ricardo Guerreiro.

Além da Caxaramba, a fábrica também produz o Gin 77, embalado em garrafas de pequeno formato e o Blackbird, em saquetas de 50 ml.

Por Angop

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