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Escolas sem vedação preocupam Polícia Nacional

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O elevado número de escolas sem muro de vedação e sem portões, na província de Benguela, está a preocupar as autoridades policiais, pelo facto de facilitarem o acesso indevido aos recintos escolares, perigando desta forma a segurança dos alunos.

Por esta razão, o assunto abordado em uma reunião, na última terça-feira, 19, com vista a encontrar soluções conjuntas para o combate a onda de crimes que ocorrem sobretudo nos recintos escolares.

No encontro, a directora do Complexo Escolar BG 1066, Emiliana Damason, disse que a instituição que dirige careca de atenção das autoridades policiais, pelo facto de a comunidade em que está situada a escola, no Bairro do Tchipiandalo, ter altos níveis de delinquência, praticadas, também por alunos da escola que dirige, e que tem causado constrangimentos ao normal funcionamento da escola.

O Complexo escolar, avança Emiliana Damason, tem apenas um segurança efectivo, e um eventual, mas que não é suficiente para fazer face às necessidades de proteção, apesar de a instituição ter vedação e portões.

A gestora escolar relembra que no ano lectivo passado, foram encontrados vários objectos contundentes e cortantes nas mochilas dos alunos, como facas, tesouro, seringas com agulhas. Sublinhou que no terceiro trimestre do ano lectivo 2022/2023 um aluno tentou injectar um produto estranho ao seu colega, através uma seringa que ele trazia.

“Graças a Deus conseguimos detectar essa situação muito rápido”, disse, acrescentando que chamado a comparecer, encarregado deste aluno mostrou-se surpreso com o comportamento do seu filho.

O comandante municipal da Polícia Nacional em Benguela, Filipe Cachota, disse que os assaltos ocorridos em instituições de ensino no último ano lectivo, foi o mote da reunião desta terça-feira.

A falta de vedação e de portões nas escolas do município de Benguela, foi uma das principais preocupações apresentadas no encontro, pelos gestores escolares.

“O acesso à essas escolas é feito sem controlo, sem nenhuma fiscalização o que permite ao ambiente escolar, pessoas que não deviam ter”, disse, o oficial da Polícia Nacional.

Esses acesso indevido, acrescentou, tem feito com que “muitas vezes ocorram crimes em ambiente escolar”.

Outro problema abordado no encontro, é a necessidade de as escolas contratarem empresas de segurança privada, no sentido de garantir o asseguramento das escolas.

Filipe Cachota afirmou, no encontro que a Polícia Nacional vai continuar com a sua missão de continuar a garantir “a segurança pública no geral”.

“Dito de outro modo, a escola, os encarregados de educação e outros responsáveis administrativos, a Polícia não pode substituir as suas tarefas, as suas tarefas, as suas responsabilidades. É ai que nós vamos garantir segurança às escolas e nos bairros adjacentes”, afirmou.

Entretanto, o comandante municipal da Polícia Nacional em Benguela, apontou o estado das vias de acesso à algumas escolas, bem como a iluminação pública nas escolas e nas ruas que dão acesso à essas escolas, como um problema que tem condicionado o trabalho dos seus homens.

Outro problema apresentado, segundo Filipe Cachota, é a falta de acompamento psicológico aos alunos com comportamento desviante.

“Portanto, há necessidade de envolvermos os encarregados de educação para em conjunto dar-se resposta a essas situações, bem como haver uma maior proximidade entre os directores de escolas e a Polícia Nacional a nivel do município de Benguela”, defendeu.

Disse que com vista a este objectivo, foi criado, recentemente, um grupo na rede social Whatsapp, integrados pelos gestores escolares e comandantes de esquadras do município.

“Entendemos que desta maneira vamos nos comunicar melhor e vamos interagir mais com os directores de escolas”.

Os participantes ao encontro, mostraram-se preocupados com a venda de bebidas alcoólicas nas cantinas junto dos recintos escolares. “Essa é uma preocupação gritante, na medida em que os alunos, muitas vezes, nos intervalos, deslocam-se à essas cantinas, consomem alcool e depois temos registados confrontos entre alunos da mesma escola ou de outras escolas por vários motivos”.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal, em Benguela, Francisco Vieira, disse que o encontro visava abordar temas relacionados a segurança nas escolas, tendo como mote, os casos de delinquência envolvendo alunos, registados no ultimo ano lectivo, e de forma conjunta encontrar-se soluções para estes problemas e propiciar um ano lectivo sem registo de turbulência que periguem a segurança dos alunos dentro dos recintos escolares bem como no trajecto de e para a escola.

O encontro juntou pais e encarregados de Educação, gestores escolares, professores e os comandantes das esquadra do município sede da província de Benguela.

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