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Sociedade

Bengo: activistas condenados a um mês de prisão convertido em multa

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O Tribunal da Comarca do Dande condenou quatro activistas a pena de um mês de prisão suspensa convertida em multa por crimes de desobediência e circulação não autorizada quando os jovens protestaram, na passada quarta-feira, 05, contra a falta de água e atraso nos salários dos trabalhadores da EPAS-Bengo.

Os quatros ativistas, julgados sumariamente, foram considerados culpados dos crimes de desobediência e circulação não autorizada. A condenação dos jovens do auto-denominado Movimento Revolucionário do núcleo da província do Bengo ocorreu na sexta-feira, com a pena de um mês de prisão suspensa, convertida a uma multa de Kz 50 mil, bem como os custos judiciais a razão diária de Kz 40.

O julgamento dos activistas começou na quinta-feira, mas foi interrompido devido a falta de provas suficiente, e prosseguiu na sexta-feira a noite, onde foi lida a sentença pela juíza de direito da Comarca do Dande, Matibel Rodrigues, que condenou os jovens, Jaime Domingos (Jaime Mc), Domingos Fernandes Gomes Piriquito, José Gomes Hata e António Manuel Lima.

Segundo o tribunal, ficou provado que os réus desobedeceram as orientações das autoridades durante a manifestação.

O activista Jaime MC, coordenador da manifestação, que também está arrolado no processo, disse ao Correio da Kianda que não estarão intimidados, nem irão recuar depois da condenação.

“Nenhuma condenação, nenhuma multa, nenhuma morte, nenhuma tortura contra um activista cívico para uma revolução, pelo contrário, a nossa luta tem dado bom frutos”. Segundo ele, o governo em vez de se “preocupar em reprimir as manifestações, devia dar maior atenção em resolver os problemas do povo”.

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