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Beirute: 100 pessoas continuam desaparecidas

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As violentas explosões que abalaram Beirute na terça-feira, 04, provocaram pelo menos 137 mortos, enquanto cerca de 100 pessoas continuam desaparecidas, disse hoje o ministro da Saúde libanês, Hamad Hassan.

“Até agora, o número de mortos atinge os 137 e há mais de 5.000 feridos”, disse, acrescentando que um novo balanço pode ser anunciado durante o dia.

O ministro adiantou que os trabalhos continuam a decorrer na tentativa de encontrar sobreviventes entre os escombros, acrescentando que estão a ser feitos contactos com países árabes e europeus para garantir a chegada de assistência médica ao país.

As autoridades libanesas estão já a determinar as necessidades imediatas e a instalar hospitais de campanha.

Por outro lado, um responsável libanês indicou que o Conselho de Ministros realizado na quarta-feira mostrou que o Líbano quer realmente responsabilizar os culpados pelas explosões, tendo decidido impor prisão domiciliária aos acusados, além de declarar estado de emergência em Beirute.

Na terça-feira, uma explosão no porto de Beirute seguiu-se a um incêndio suspeito de estar ligado a uma segunda explosão por motivos ainda não determinados. A explosão levou à deflagração de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que estavam no porto de Beirute, segundo o Governo.

A explosão gerou uma grande onda de choque que afectou milhares de casas e prédios, destruindo janelas e paredes, deixando grande parte da população daquela zona da cidade desalojada.

As autoridades de Beirute informaram que os danos podem atingir um valor entre os 2,5 e os 4,5 milhões de euros e acrescentou que ainda há cerca de 100 pessoas desaparecidas.

O país determinou luto oficial de três dias, a partir de quarta-feira, e a capital libanesa está sob supervisão das Forças Armadas, encarregadas de manter a ordem.

Entretanto, o presidente francês, Emmanuel Mácron, partiu hoje para o Líbano, para se encontrar com vários responsáveis políticos libaneses e apresentar o apoio da França, segundo explicou a presidência francesa.

O chefe de Estado deve desembarcar por volta das 09h TMG (11h em Lisboa) em Beirute, onde será recebido pelo Presidente libanês, Michel Aoun.

Macron irá diretamente para o porto, local das explosões, devendo encontrar-se, durante o dia com os principais responsáveis libaneses, políticos e “representantes dos movimentos civis”, realizando uma conferência de imprensa às 15h30 TMG (17:30 em Luanda).

Por Lusa

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