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Banco Mundial: Angola e Guiné-Bissau mantêm estimativa de crescimento económico em 2026

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O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento económico para todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) este ano, à excepção de Guiné-Bissau e Angola, que mantêm crescimentos de 5,2% e 2,6%, respectivamente.

No relatório sobre as Perspectivas Económicas Globais, divulgado nesta terça-feira, 13, em Washington, os economistas do Banco Mundial referem do lado positivo que as condições de financiamento começaram a melhorar, com várias economias, incluindo Angola, República Democrática do Congo, Quénia e Nigéria, a recuperar o acesso aos mercados de capitais internacionais.

Em 2025, “Angola, apesar dos ganhos nos sectores não petrolíferos, a fraqueza do sector petrolífero pesou sobre a produção”, escrevem.

O crescimento económico do segundo maior produtor de petróleo na região, a seguir à Nigéria, foi “prejudicado pelos preços mais baixos do petróleo em relação ao ano anterior, pelo subinvestimento no sector e pelo impacto negativo do envelhecimento dos campos petrolíferos”, escrevem os economistas numa das poucas referências aos países lusófonos no capítulo sobre a África subsaariana.

A tabela para o ano 2026, que apresenta as previsões do Banco Mundial de crescimento económico para os países da região, constata-se que dos países lusófonos, apenas Angola mantém a estimativa feita em Junho, de 2,6%, e uma melhoria para 2,8%, em 2027, abaixo da média regional de 4,3% este ano e de 4,5% em 2027.

Entre principais preocupações dos economistas do Banco Mundial na região está a insegurança alimentar, os elevados montantes de dívida e os persistentemente elevados níveis de pobreza.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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