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Economia

Banco Económico com lucros de 6 mil milhões de kwanzas

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As contas de balanço do Banco Económico, entidade financeira criada pela liquidação do Banco Espírito Santo Angola (BESA), fecharam 2017 com um resultado líquido de seis mil milhões de kwanzas, anulando um prejuízo de 4,3 mil milhões de kwanzas de igual período anterior.

A contribuir para os lucros estão as margens financeiras, precisamente o resultado de toda a intermediação financeira realizada pelo banco, que, no período, ficaram contabilizadas nos 11.471,9 milhões de kwanzas, além das operações cambiais e demais serviços.

Nesse período, o activo do banco recuou 16,5%, ao sair dos anteriores 1,1 bilião de kwanzas, em 2016, para os actuais 920.655,8 milhões de kwanzas. Ou seja, em termos absolutos, o banco deixou escapar 183.168,4 milhões ao total de activos que detinha até 31 de Dezembro de 2016.

Os números constam das demonstrações financeiras do banco tornadas públicas na última semana e apresentados depois dos prazos regulamentares previstos na lei das instituições financeiras.

O próprio CEO da entidade chegou a admitir que as contas não seriam publicadas dentro do prazo regulamentar, porque ainda estavam a ser analisadas pelo auditor, sem especificar, no entanto, se a auditoria era independente ou dos peritos da contabilidade do banco. “Tendo em conta que está a decorrer a fase final de auditoria, o resultado auditado do ano deverá ser conhecido no final de Maio”, garantira Sanjay Bhasin, há um mês, quando o banco já estava fora do prazo legal.

O artigo 4.º do aviso 15/07, de 12 de Setembro do BNA, obriga a que as instituições bancárias publiquem as contas e respectivas demonstrações financeiras até 30 de Abril do ano seguinte no Diário da República e em jornal de grande circulação ou na internet, com acesso generalizado e gratuito.

Não é a primeira vez que o Banco Económico se atrasa na apresentação das contas de balanço.

Depois da sua constituição, em Agosto de 2014, com a liquidação do Banco Espírito Santo (BESA), a entidade ficou dois anos sem apresentar resultados, sendo que as contas só foram tornadas públicas em meados de 2016.

Até 31 de Dezembro de 2016, as contas de balanço do banco registaram um prejuízo de 4,3 mil milhões de kwanzas, motivado “fundamentalmente pelo efeito adverso do aumento do custo de financiamento junto do BNA”, de acordo com o banco, no relatório de balanço do período.

À semelhança do Económico, estão os bancos Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e o Comercial do Huambo (BCH), que tencionam divulgar o seu balanço de 2017 depois do período regulamentar.

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