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Opinião

A Banca e as PME’S

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A relação entre os Bancos e as empresas é ambivalente. Necessitam uns dos outros para crescer, mas olham-se (quase permanentemente) com desconfiança. As empresas alegando que os custos financeiros não se ajustam ao risco que a operação confere, enquanto os Bancos vão encontrando “pontos de interrogação” que justificam os pedidos de garantias e a penalização do preço com o acréscimo do spread ou das comissões.

Desta forma, negociar com a banca de empresas terá de ser sempre uma arte volúvel, mas que tem alguns pontos de orientação.

As PME´s devem representar a espinha dorsal da economia nacional e a maior fonte potencial de emprego e crescimento. Elas devem representar o futuro da nossa economia, pelo que os Bancos e as PME´s necessitam, assim, de colaborar de uma forma construtiva e com a confiança mútua.

Na prossecução desse objectivo, as PME´s, confrontadas com a presente dinâmica de integração económica à escala global, que tem colocado uma forte pressão competitiva, e os constrangimentos no acesso ao financiamento, sobretudo as de menor dimensão, as que operam em determinadas fases críticas do ciclo de vida e as que promovem processos de maior inovação, têm de estar melhor preparadas para negociar com os Bancos. Importa recordar que estará sempre reservada às instituições de crédito uma função económica fundamental na alocação da poupança ao investimento, atendendo ao atributo único e distintivo que representa a sua capacidade de escrutínio do risco, de forma ampla e abrangente no universo empresarial.

Por sua vez, nesta dialéctica, os Bancos, para além das questões gerais de concorrência, qualidade, transparência e diligência em relação à universalidade dos agentes económicos, parece-me que devem prosseguir essencialmente com medidas de discriminação positiva para determinados segmentos-alvo, com especial enfoque nas PME.

A consequência, dos juros altos, é que as empresas não progridem e as PME – que são a base, naturalmente – precisam de ter recursos mais baratos para poderem crescer.

Os Banco devem trabalhar com as PME, que são o motor da economia do país, que são dinâmicas, que têm uma estrutura financeira razoavelmente equilibrada, que têm projectos que permitem, no futuro, pagar as dívidas que têm actualmente. A inevitabilidade de um bom relacionamento entre as PME e os Bancos resulta também da quase inexistência de alternativas de financiamento forado espectro bancário. Desde logo, os mercados de capitais não proporcionam alternativas de capitalização para as empresas, circunscrevendo-se a actividade essencialmente a transacções em mercado secundário. Entre o sistema financeiro e as PME constitui um inegável factor de desenvolvimento da actividade económica, constituindo a tomada de decisão relativamente às opções de financiamento e às entidades potencialmente financiadoras uma decisão crucial que exige reflexão.

 

 

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