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Opinião

“Bajus” em todo lado

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Em 2015 escrevi, por via do Jornal O Crime do meu mano Mariano Brás, sobre o fenómeno BAJULAÇÃO, depois de um debate radiofónico que culminara com uma discussão feia.

No texto, que faz parte do meu livro, cuja publicação aguarda alguns detalhes técnicos, mostrava com elevada preocupação o tortuoso caminho que o fenómeno BAJULAÇÃO desenhava para Angola, independentemente da natureza das instituições.

Na altura, a maioria pensava que o mal da BAJULAÇÃO era exclusivo aos que detinham o poder, quando, na verdade e segundo a minha tese – que se mantém viva e contextualizada – o efeito colateral e profilático do referido mal atingiria, tarde ou cedo, outras instâncias, mesmo que posicionadas longe do poder político factual.

Hoje, sete anos depois, a BAJULAÇÃO continua, com outras altitudes, outros actores e com alguma afinação da forma e substância.

Se antes era mais visível no círculo do poder, hoje a forma de manifestação mudou de ângulo. Atingiu e com alguma subida sectores onde era impensável a morada do mal.

Prelados, políticos, incluindo os da oposição, activistas (que ganharam tal qualificação apenas por fragilidades do processo democrático), Professores, Militares e Pares, Jornalistas, Comerciantes, homens de direito, funcionários públicos e outros sectores nacionais, têm na BAJULAÇÃO uma forma de sorrir na vida.

É neste estágio que a minha mensagem, de há sete anos, ganha justificação. Faz todo o sentido e, em meu entender, deve ser revisitada, vivida e analisada para que percebamos, de uma vez por todas que, de facto, há problemas que devemos resolver sem pensar em rostos, grupos e organizações, pois, dizem respeito a todos.

Não tendo feito, porque se entendia que a BAJULAÇÃO era um mal exclusivo para os que detinham o poder, hoje o preço que pagamos é este.

Bajus aqui e acolá… bajus hoje e amanhã. Bajus em todo o lado, embora, camufladamente os novos bajus digam que é pela pátria, pela vida dos angolanos, e em muitos casos pela alternância.

Aliás, em 2015 os bajus também tinham motivos e que não diferem muitos dos actuais.

A diferença é dos interesses e personagens bajuladas…

Enfim, ainda podemos combater a BAJULAÇÃO e não os bajuladores!

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