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Economia

BAD apoia industrialização da agricultura em Angola

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) está interessado em garantir apoio para a industrialização da agricultura em Angola, tendo feito deslocar uma delegação a Luanda, para acertar com o governo angolano, pontos de prioridade na execução do plano.

O assunto foi tema de conversa na reunião entre o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, e o representante do BAD em Angola, Pietro Toigo, que decorreu esta terça-feira, 28 de Fevereiro, em Luanda.

A medida está enquadrada numa parceria estratégica que o Banco Africano de Desenvolvimento desenvolve em parceria com Angola, através da qual fez deslocar a Luanda uma missão composta por diferentes especialistas para trabalhar com o Governo de Angola na concertação e definição das prioridades para os próximos 5 anos.

Na ocasião, o ministro Mário Caetano João, disse que Angola quer figurar da lista de projectos de negociação de médio e longo prazo do país e a Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para o país.

“Queremos também aquilo que o banco sabe fazer, disponibilizar financiamento e apoiar as políticas de desenvolvimento do país”, disse.

O representante do BAD em Angola, Pietro Toigo, garante que a sua instituição vai continuar a apoiar o Plano de Desenvolvimento de Angola. A missão que trabalha no país “irá identificar as áreas do PDN 2023/2027 onde temos mais valor acrescentado na parceria com o Governo”.

Segundo Pietro Toigo, a estratégia do Banco para o continente define áreas de correspondência com o PDN 23/27, nomeadamente a “industrialização de África, produção de alimentos, a integração continental, acesso universal à energia e melhoria das condições de vida das pobres ”.

O responsável revelou de forma preliminar que o BAD quer o desenvolvimento da agricultura e que a sua dinamização será a base para a industrialização de Angola e criação de emprego.

“Angola pode ser um pólo de produção de energia limpa para a África austral, além de ser um pólo de integração rodoviária e segura com os países sem acesso ao mar e a criação dos empregos para os jovens.”

Durante o encontro, o ministro Mário Caetano João exortou o BAD a participar dos eventos internacionais do País, sobretudo, o Angola Economic Outlook, de Abril próximo, em que vai apresentar o desempenho económico final de 2022, e perspectivar os próximos meses.

“Isso terá um impacto para os nossos investidores que terão a oportunidade de ouvir em primeira mão do Governo de Angola e de vários outros peritos internacionais qual será o desempenho da nossa economia para os próximos anos”, referiu.

O Angola Economic Outlook é um evento bianual, com a primeira edição a acontecer a 28 de Abril, altura em que já estará disponível os dados referentes ao VI trimestre de 2022, e a segunda edição deverá acontecer a 27 de Outubro, altura em que são revistos as previsões para 2023 e anos subseqüentes.

A missão do BAD que reuniu com o governo angolano, é chefiada pelo seu representante em Angola, Pietro Toigo, acompanhada pelo economista-chefe regional, George Karach.

De recordar que o Banco Africano de Desenvolvimento participou do PRODESI 1.0, no domínio da capacitação do sector empresarial privado e financiou a assistência técnica que o PNUD prestou para a implementação do PREI 1.0.