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Sociedade

Avião da TAAG vai à Polônia buscar angolanos residentes na Ucrânia

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São cerca de 200 angolanos residentes na Ucrânia, incluindo estudantes bolseiros refugiados na Polónia que chegam esta noite a Luanda.

A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pela ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, no fim da reunião da Comissão Multissectorial “ad hoc” encarregada  do processo de repatriamento dos 200 angolanos na Ucrânia. A comissão, criada por Despacho Presidencial, na sexta-feira, visa responder  às medidas do Executivo destinadas à preparação, recepção e acolhimento dos angolanos refugiados, há cerca de uma semana, na capital polaca.

A ministra adiantou que os cidadãos chegam por volta das 20 horas, numa aeronave da TAAG, devendo ser recebidos por membros da comissão e alojados em unidades hoteleiras, onde vão cumprir a quarentena por um período de sete dias.

Faustina Alves garantiu estarem criadas condições de alojamento e alimentação.

Questionada se o número avançado refere-se apenas a estudantes, a governante esclareceu que não: “é o número de cidadãos angolanos com respectivas famílias que estão a sair das áreas de conflito. Não há qualquer separação”.

Até ao  momento, garantiu, todos angolanos têm recebido apoio logístico e psico-social da Embaixada de Angola na Polónia. Sublinhou que o Governo tem os contactos e os nomes de todos.

A ministra assegurou que todos estão bem, fazendo referência a informações da Embaixada de Angola  e do Ministério das Relações Exteriores.

Faustina Alves  disse que “a comissão multidisciplinar têm respondido com perícia e competência a todas as preocupações ligadas à evacuação dos estudantes”.

Enquanto isto, explicou,  deve manter – se o contacto com as famílias para, no final da quarentena, serem reintegrados no seio familiar. Para isso, está disponível o call center do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher através dos números 145 e o 146 para qualquer apoio.

Nas últimas 24 horas, a Polónia recebeu 106 mil refugiados da Ucrânia, segundo estimativas das autoridades polacas, que revelam ser o número mais elevado desde que começou esta guerra.

Até sexta-feira, a Polónia acolheu cerca de 650 mil deslocados, transformando-se no principal país de acolhimento oriundos da Ucrânia, avançou a agência de notícias espanhola Efe.

Segundo dados da ONU, nos últimos dez dias terão saído da Ucrânia cerca de 1,2 milhões de pessoas, das quais 78 mil são, essencialmente, estudantes ou trabalhadores de 138 nacionalidades.

O Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados começou por estimar que a guerra, começada há pouco mais de uma semana, pode causar cerca de quatro milhões de deslocados, mas o número já foi corrigido para dez milhões, ou seja, quase 25 por cento da população da Ucrânia.

 

C/ JA

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