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Avião da SonAir arrestada em Portugal por dívidas

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Um avião SonAir, companhia aérea oficial da Sonangol, foi arrestada esta semana em Portugal, por causa de dívidas de mais de 10 milhões de Euros, à companhia aérea portuguesa White Airways.

As dívidas estão relacionadas com gastos em seguros, manutenção e taxas aeroportuárias, na sequência de um contrato atravês do qual aquela companhia portuguesa operava duas aeronaves da Sonair, por esta ter sido proibida de voar em espaço aéreo da União Europeia, entre 2008 e 2009.

De acordo com o Jornal de Negócios, que avançou a notícia, o contrato de prestação de serviços de 10 anos terá terminado entre os finais de 2018 e princípio de 2019.

A decisão de arrestar o avião da SonAir, pelo Tribunal de Comarca do Porto, – Juízo Central Cível de Póvoa de Varzim, data de dezembro de 2020, mas só agora foi divulgada.

Aquele jornal português avança ainda que a aeronave está estacionada dentro do Hangar da Ervejts, no aeroporto Sã Carneiro na cidade do Porto e um dos seus motores é emprestados e está há mais de dois anos na TAP por falta de dinheiro para “o ir levantar”.

Trata-se de um A319 de 48 lugares, do tipo AirBus com a matrícula CS-TFU, alegadamente usado por altas individualidades do aparelho governamental angolano, além de uma segunda aeronave, considerada como sucata por fora, de 19 lugares. De acordo com a publicação, a segunda aeronave com a matrícula CS-TQJ deverá estar também parada no aeroporto Sã Carneiro, e terá provocado a prisão, em parte incerta, de um dos responsáveis da Sonair Ásia, nem existem documentos da aeronave.

A White Airways, S.A. encontra-se em crise financeira, com forte risco de encerramento e aguarda que a TAP renove, no verão deste ano, o contrato atravês do qual a White Airways, S.A. opera seis aviões ATR 72-600 da TAP Express, para travar o encerramento da empresa, por insolvência.

Além da Sonair, e da TAP Express, a White Airways, S.A. operava também aviões da CEIBA Internacional Airlines, companhia da Guiné-Equatorial, que estará com pagamentos de cinco milhões de Euros em falta.

Na reação, atravês de um comunicado enviado ao Correio da Kianda, a Sonangol, proprietária da SonAir , esclarece que o “litígio está relacionado com a execução dos contratos de Aluguer de Aeronave e de Administração e Gestão Operacional de Aeronave, celebrado com a White Airways, em 2009, rescindidos por mútuo acordo, em 2019, por se revelarem desvantajosos económica e financeiramente para a SonAir”.

No mesmo documento a petrolífera angolana reconhece que a SonAir foi notificada, a 26 de Abril deste ano, pelo Tribunal Judicial da Comarca do Porto, da Providência Cautelar de Arresto, interposta pela White Airways, S.A. sobre a aeronave, para garantia de eventuais créditos. Consequentemente, refere ainda a nota, a SonAir, com vista à defesa dos seus interesses, prontamente apresentado a sua oposição, pelo que se aguarda os trâmites subsequentes do processo.

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