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Autoridades do Cunene negam existir tráfico de órgãos humanos na Província

António Sacuvaia

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Em resposta a constantes relatos de existência de uma suposta rede de tráfico de órgãos de seres humanos, que nos últimos dias têm sido denunciados nas redes sociais por alguns cidadãos da Província do Cunene, as autoridades Policiais daquela província, desmentem, afirmando que até ao momento, em nenhum dos municípios da província, a Polícia registrou um caso.

O correio da Kianda, contactou o Director do Gabinete de Comunicação Institucional da Policia daquela Provincia, Intendente Nicolau Tuvecalela, que diz não corresponder a verdades.

“ Não corresponde a verdade. Nós não temos nos nossos registros um caso de tráfico de órgãos de seres humanos. Não registramos nenhum caso e ninguém apareceu junto aos nossos piquetes, nos comandos municipais, esquadras ou postos Policiais, a queixarem-se ou a denunciarem um caso desta natureza. Disse.

Em relação ao tráfico de pessoas, um caso que tem sido associado ao tráfico de órgãos humanos, o oficial superior da Polícia reconheceu “haver movimentos”, nomeadamente de “cidadãos Namibianos que têm vindo para a Angola, mais especificamente naquela Província, onde muitas das vezes conversam com os pais ou encarregados de educação, a fim de levarem os seus entes, para aquele País vizinho, com promessas de lhes oferecerem trabalho”

“O crime de tráfico de seres humanos, este nós temos registado sim. De pessoas que aliciam cidadãos aqui, que vão lhes levar para a Namíbia com promessas de lhes darem bom empregos, e quando chegam lá nada disso acontece. Reconheceu.

Diante dos rumores que nos últimos dias tem estado a criar muita agitação, a população de Ondjiva, Capital da Provincia, e de Municípios como Ombandja, Cahama e Namacunde, manifestam-se “apreensivos e aterrorizados” pelo que pedem mais atenção das autoridades locais, e maior policiamento”, afirmando temerem que o “pior aconteça, principalmente com as crianças”.

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