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Autoridades alertam para crise humanitária no Sudão

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Numerosas famílias que escapam à violência no Sudão estão a chegar a áreas remotas do Norte do Sudão do Sul, em relação àquelas autoridades locais e organizações de assistência que alertam para uma crise humanitária, perante a incapacidade de assentar os novos refugiados e distribuir mantimentos.

Uma crise, agravada pela estação das chuvas e pela falta de financiamento dos doadores, o que está a impedir os esforços para realocar as pessoas longe da fronteira. Desde a eclosão do conflito no Sudão, em Abril, cerca de 6 milhões de pessoas foram deslocadas das suas casas em apenas seis meses, segundo revelou a imprensa internacional.

Sem qualquer resolução à vista para a violência em curso, numerosos indivíduos em busca de segurança continuam a afluir aos países vizinhos, incluindo a República Centro-Africana, o Chade, o Egipto, a Etiópia e o Sudão do Sul. Outros recorreram à relocalização dentro do próprio Sudão.

O afluxo de repatriados do Sudão do Sul e de refugiados provenientes do Sudão está a colocar uma enorme pressão sobre os recursos limitados de um país que ainda está a recuperar de uma guerra civil prolongada e das consequências devastadoras das alterações climáticas.

As agências de ajuda enfrentam uma série de desafios, incluindo financiamento inadequado, acesso deficiente às regiões afectadas e infra-estruturas inadequadas. Para fazer face a esta situação, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e os seus parceiros estabeleceram presença nos pontos de passagem de fronteira no Sudão do Sul.

A principal missão é monitorizar e prestar assistência aos recém-chegados, que são principalmente refugiados do Sudão do Sul que regressam ao seu país de origem. Em parceria com outras organizações, foram criados centros de trânsito onde os recém-chegados recebem suprimentos essenciais, como alimentos, água e abrigo comunitário.

Esses centros também servem como ponto de paragem para facilitar o transporte aos destinos ou áreas de origem desejados. O ACNUR também está a ajudar as famílias a reunirem-se com seus parentes no Sudão do Sul.

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