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Autocarros da TCUL voltam a circular

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Os trabalhadores dos Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) retomam hoje o serviço na totalidade, depois de uma semana de paralisação por falta de consenso entre a direcção da empresa e a comissão sindical, que exigia resposta dos 18 pontos vigentes no caderno reivindicativo.

O anúncio foi feito ontem pelo primeiro secretário da comissão sindical da CGSILA na TCUL, Domingos Epalanga, depois de uma reunião de concertação, tendo admitido haver empenho da entidade patronal quanto ao reajuste salarial divulgado no sábado.

Domingos Epalanga reconhece existir alguma razoabilidade no reajuste dos salários que a entidade patronal efectuou, mesmo estando distante da proposta dos sindicalistas.

Os trabalhadores decidiram levantar a greve, num período de dois meses, para permitir que as partes prossigam com a discussão dos outros 17 pontos constantes no caderno reivindicativo em posse da entidade patronal.

O sindicalista anunciou que foi constituída uma comissão para fiscalizar a eficácia da decisão da direcção da empresa.

Nos próximos dias, segundo Domingos Epalanga, os representantes dos trabalhadores vão solicitar um encontro com o Conselho de Administração para a calendarização de encontros periódicos para discutir os pontos que consideram relevantes, e caso não sejam atendidos no prazo de dois meses será reactivada a greve.

“O caderno reivindicativo contém 18 pontos e a direcção da TCUL atendeu apenas uma de relevância que é o incremento salarial, decisão que foi aplaudida pelos trabalhadores”, concluiu.

No sábado, 1, a administração da TCUL e o núcleo sindical da empresa acordaram um reajuste do salário base dos seus trabalhadores, no quadro do novo qualificador ocupacional da empresa pública de transportes.

O acordo prevê como percentagem máxima do reajuste 65 por cento e mínima 10 por cento, quer para os motoristas, cobradores, mecânicos e outros trabalhadores administrativos.

No quadro deste reajuste, os motoristas que ganhavam 73 mil passarão a auferir 117 mil kwanzas, enquanto os que recebem 80 mil terão direito a 128 mil kwanzas.

O reajuste surge numa altura em que a administração e o núcleo sindical negoceiam um caderno reivindicativo remetido em Maio de 2020, com 18 pontos.

A TCUL é a principal empresa de transportes urbanos do país, com uma frota de aproximadamente 140 autocarros.

Por Angop 

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