África
Ataque aéreo com drones no Sudão resulta em 14 mortes
Pelo menos 14 pessoas, entre as quais cinco crianças, morreram este domingo, 29, na cidade de Dilling, no estado do Cordofão do Sul, no Sudão, na sequência de confrontos entre um grupo paramilitar e uma força rebelde. A informação foi avançada por uma fonte de uma organização não-governamental, citada pelo site Notícias ao Minuto.
Num comunicado, a Rede de Médicos do Sudão indicou que as mortes ocorreram num ataque com drones do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR) ao Movimento de Libertação do Povo do Sudão-Norte (SPLM-N, uma formação rebelde aliada).
Durante os confrontos, que ocorrem num contexto de grave crise humanitária e de saúde, outras 23 pessoas ficaram feridas, incluindo sete crianças.
De acordo com a organização, Dilling sofreu intensos bombardeamentos pelo segundo dia seguido, enquanto as FAR e o SPLM-N realizavam incursões terrestres nos arredores da segunda maior cidade do Cordofão do Sul, onde o Exército havia recentemente encerrado um cerco que perdurava por mais de dois anos.
Por outro lado, as Forças Armadas sudanesas declararam ter repelido um ataque em larga escala dos rebeldes, provocando “numerosas baixas”, destruindo 36 veículos de combate e capturando outros seis, segundo comunicado militar.
Fontes militares, que pediram para não ser identificadas, informaram à agência EFE que as FAR também realizaram ataques com drones nas cidades de al-Duwaym e Kosti, no vizinho estado do Nilo Branco, alvo frequente de ofensivas dos paramilitares e do SPLM-N, grupo com o qual firmaram uma aliança em 2025.
Tanto as FAR como o Exército sudanês intensificaram o uso de drones nos últimos dois meses, especialmente nas vastas regiões de Darfur – bastião dos paramilitares – e do disputado Cordofão, o que provocou a morte de dezenas de civis.
As Nações Unidas já tinham alertado para esta tendência crescente, que provocou a morte de mais de 500 civis entre 1 de Janeiro e 15 de Março, a maioria em três estados da região de Cordofão. A guerra iniciada no Sudão em 15 de Abril de 2023 provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas, o deslocamento de cerca de 13 milhões de outras e transformou o país no cenário da pior crise humanitária do planeta.
