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Sociedade

Associação garante que Governo vai dar cesta básica aos professores sem salários

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O coordenador da Comissão Instaladora da Associação Nacional dos Professores do Ensino Privado (ANPEP), Carlos Conceição Jorge, admitiu hoje que as negociações que estão a ser feitas com o Executivo angolano, que visam encontrar soluções para minimizar as dificuldades que os professores das escolas particulares estão a ter com a suspensão das aulas em fase da pandemia da Covid-19, correm a bom ritmo e espera-se que no prazo de trinta dias sejam resolvidas.

Em entrevista ao Correio da Kianda, o coordenador da ANPEP, Carlos da Conceição, disse que a associação que dirige “defende interesses e garantias dos professores do ensino geral particular de Angola”, pelo que assegurou aos seus associados que as negociações com Estado seguem já avançadas.

“Se aguentamos 5 ou 4 meses, não custa nada aguardarmos 20 ou 30 dias para resolução das dificuldades que os professores enfrentam com a suspensão das aulas”, afirmou tranquilizando os professores, que as negociações com o governo estão a 70 por cento, para “garantia de cesta básica até ao final da normalização da pandemia”.

Carlos da Conceição disse também que para além de garantia de cesta básica aos professores que passam dificuldades, estão em cima da mesa de negociação com Estado, as atribuições de crédito bancário aos docentes que pretendem iniciar um pequeno negócio.

“Caso a situação alongar-se até ao final do ano, para evitar custos pesados ao Estado, é necessário que o Executivo, abra uma linha de crédito aos professores para tomarem outras iniciativas, enquanto decorre o período da suspensão de aulas”, disse e acrescentou, que por via de crédito “iríamos incentivar os professores a partirem, então, para o empreendedorismo, para conseguirem salvaguardar a sua própria subsistência até que a situação venha se normalizar”.

O docente prometeu levar as preocupações dos professores aos órgãos de soberania, ao gabinete do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, e os deputados da sexta comissão da Assembleia Nacional para melhor intervenção:

“Se não for resolvido, vamos acusar as instituições de direito, nomeadamente, o gabinete da vice-presidência da República e aos deputados da sexta comissão da Assembleia Nacional, para junto destas instituições podermos ver como deverá se resolver essa questão”.

A ANPEP não descarta a possibilidade de vir a mendigar nas instituições que prestam solidariedade em fase da pandemia para acudir os problemas que os professores enfrentam.

“Se não obtermos sucesso nas solicitações feitas, vamos às instituições de solidariedade que o país tem para pedir ajuda. Estamos a envidar esforços para encontrarmos um meio termo no sentido de acudirmos as várias dificuldades que os professores vivenciam”, destacou.

O coordenador da Comissão Instaladora da Associação Nacional dos Professores do Ensino Privado (ANPEP), Carlos Conceição, diz que a sua associação demarca-se da manifestação convocada pelos professores do ensino particular, não afiliada a ANPEP, marcada para este mês em Luanda.

“Nós tomamos conhecimento deste pequeno grupo de professores e de activistas que querem solidarizar-se, fruto de muitas situações que os professores estão a passar, só que, nós não apoiamos esta via porque estamos a trabalhar com as instituições do Estado no sentido de ver essa situação sanada”, informou.

A Associação Nacional dos Professores do Ensino Privado (ANPEP) é uma Comissão Instaladora em fase de legalização, criada em Dezembro de 2019, formalizada dia 24 de Março de 2020, onde foi constituída a comissão instaladora, com objectivo de defender os interesses e garantia dos professores do ensino particular, no subsistema do ensino geral.

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