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Politica

Assembleia Nacional cria Parlamento Juvenil

A Assembleia Nacional vai criar, nos próximos meses, o Parlamento Juvenil, para incentivar a participação dos jovens na política e nos grandes problemas da juventude, anunciou ontem o presidente da Comissão de Cultura, Assuntos Religiosos, Comunicação Social, Juventude e Desporto.

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Paulo Pombolo , que falava no Parlamento durante um encontro com várias organizações juvenis, afirmou que a ideia é constituir um espaço privilegiado de interacção e diálogo aberto e inclusivo sobre os problemas da juventude, de forma transversal e multidisciplinar.

O presidente da Sétima Comissão adiantou que a Assembleia Nacional pretende, também, promover a cultura de cidadania inclusiva e participativa, fortalecer as capacidades dos jovens e organizações juvenis sobre os principais instrumentos políticos e jurídicos que orientam e definem as políticas e programas de promoção e defesa da juventude.

“A juventude representa não só um parceiro do Estado angolano e da Assembleia Nacional, mas uma mais valia no compromisso da manutenção da paz, unidade nacional e, sobretudo, para o desenvolvimento sustentável”, reconheceu o deputado.

Paulo Pombolo garantiu que a Assembleia Nacional está comprometida com a democracia, a cidadania inclusiva e participativa. Por isso, agendou, como prioridade, a realização, ontem, do primeiro encontro com as plataformas juvenis para enaltecer os valores da unidade e coesão nacional e exaltar a cultura da paz.

O deputado Nuno Carnaval explicou, em declarações ao Jornal de Angola, como vai funcionar o Parlamento Juvenil. O Parlamento Juvenil, sublinhou, vai funcionar no âmbito nacional, mas o primeiro passo é dado a nível municipal. Adiantou que o mesmo vai ser realizado anualmente e cada município vai ser representado por vários jovens, dos quais um será escolhido como representante provincial.

Os jovens parlamentares vão apresentar projectos de sua autoria e discutir com várias comissões especializadas da Assembleia Nacional para que estes projectos sejam levados à plenária. Nuno Carnaval esclareceu que a ideia é consciencializar os jovens para a cidadania e democracia.

A primeira vice-presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, afirmou que o Parlamento é o lugar certo para iniciar o diálogo entre os jovens e sem preconceitos. Joana Lina entende que as políticas públicas devem ser conformadas com as novas formas de representação da juventude. A vice presidente da Assembleia Nacional reconheceu que os problemas da juventude exigem uma nova atitude em matéria de conhecimento para o desenvolvimento.

Já o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, afirmou que os jovens são um poderoso acelerador do desenvolvimento sustentável, mas é necessário a contribuição de todos os sectores e parceiros internacionais para facilitar o acesso a serviços especificamente dirigidos aos jovens, reforçar o engajamento cívico e político e empoderamento na vertente da produção económica.

Para Paolo Balladelli, os investimentos e os incentivos têm que priorizar sectores com alto potencial de em-prego juvenil, incluindo o empreendedorismo agrícola. Para atingir esses resultados, o representante das Nações Unidas entende ser necessário o reforço da comunicação estratégica focalizada nos jovens, mecanismos participativos e de investimento em meios de comunicação amigáveis que permitam contribuir para a mudança de mentalidade.
Das várias preocupações apresentadas aos parlamentares pelas organizações juvenis destacam-se as questões  ligadas à ciência e à educação, cultura e desporto, empreendedorismo, emprego e formação profissional, cidadania participativa e eleição do novo presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ).

O presidente do CNJ que apresentou preocupações da juventude, sugeriu a promoção de um amplo diálogo com os jovens a todos os ní-veis de governação. Tingão Mateus defendeu maior investimento no sistema educativo e maior dotação orçamental para os projectos ligados à juventude.
O representante do CNJ pediu a aprovação da Lei da Juventude, Política Nacional da Juventude, Revisão do Regulamento das Associações Juvenis Estudantis do país e Lei do Voluntariado Juvenil e o Estatuto Dirigente Associativo Juvenil, por serem ferramentas de protecção e garantia de participação dos jovens no associativismo juvenil.

 

JA