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Sociedade

As revelações do suposto assassino de Laurindo Vieira e as causas que levaram a fazer o disparo

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O crime teve como ponto de  partida um cidadão de nome Ivan, orquestrador da quadrilha que montou todo o esquema para que fosse assaltado o reitor da Universidade Gregório Semedo, Laurindo Vieira, na última quinta-feira, 11, em Luanda, na zona do Patriota, rua dos bancos. Ivan encontra-se foragido, mas garantias foram deixadas pelas altas patentes do SIC, de que será encontrado, face as diligências em curso.

Dos cinco indivíduos que foram neste domingo, 11, apresentados à imprensa como sendo os presumíveis autores do crime ocorrido no distrito do Patriota, em que foi vítima um político e membro do Comité Central do MPLA, o destaque recai para o autor confesso do disparo, identificado por Hélder Ricardo Dala de Carvalho, com pseudónimo de “Pambala”.

Disse o suposto homicida, em declarações à imprensa, não ter sido intencional o disparo efectuado por si, que culminou com a morte do reitor, e  que fê-lo, por ter sentindo-se ameaçado, uma vez, segundo alegou, que na altura do assalto, o malogrado preparava-se para reagir com a sua arma de fogo.

Revelou o suposto criminoso que tudo teve início quando encontrava-se a fazer um biscate na zona do Golf (trabalho de ladrilho), quando o telefone toca e do outro lado da linha estava o maestro do esquema, Ivan, que diz viver em Cacuaco, este último.

Declarou não ter conhecido o malogrado até antes do disparo efectuado e que só ficou a saber depois de ter circulado nas redes sociais a imagem do mesmo.

Com apenas 23 anos de idade, o jovem autor do disparo, que agora manifesta-se arrependido, quando questionado que após aperceber-se do sucedido porquê que não entregou-se às autoridades, respondeu da seguinte forma: “Não fui a polícia porque não tive conhecimento que o senhor tinha morrido”.

“Não conseguimos levar o dinheiro por que quando vi que o senhor estava a tirar arma do carro, fiquei assustado, fiz o disparo, depois vi a perna dele estava a sangrar, me meti em fuga”, confessou, Pambala, fazendo saber,  ter efectuado apenas um disparo.

Diz, por outro lado, que da tentativa do assalto, que acabou sendo frustrado por conta da reacção, não conseguiu levar nenhum valor monetário, mas apossou-se do telemóvel do malogrado, de marca Samsung, que serviu de único elemento do fruto do assalto.

Conta ainda que para ser encontrado pelo SIC,  foi usado um dos seus comparsas de nome Raul, detido antes, e que serviu de isca para encontrar Pambala, o suposto principal homicida.

“Ele ligou para mim a dizer que tínhamos que nos encontrar para conversar a cerca do caso e eu lhe disse onde estava, afinal ele já estava agarrado pela polícia, e quando a polícia começou a subir no estabelecimento onde eu estava, no Zango, começaram a fazer disparos”, disse, alegando não ter resistido, mas que ainda assim, acabou por ser atingido com um tiro no  braço.