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As contas da maioria qualificada do MPLA: “Iremos ter no Parlamento acima dos 147 deputados”

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O secretário do Bureau Político do MPLA para as questões políticas e eleitorais, João Martins, “Jú”, explicou em que se têm baseado os discursos de vitória do partido no poder nas eleições gerais que se realizaram na passada quarta-feira, 23.

Segundo o responsável, que falou ontem à noite aos jornalistas na sede nacional do MPLA, a declaração de uma vitória “inequívoca” no pleito por parte dos ‘Camaradas’ surgiu já depois de garantida a maioria absoluta.

“Pela contagem [de votos] que estávamos a fazer [no final do dia de votação], tínhamos a certeza que teríamos no Parlamento mais de 111 deputados, o que configuraria a maioria absoluta tendo em conta que o Parlamento tem 220 deputados”, clarificou o político, lembrando que os resultados estão em permanente actualização.

“Esta manhã [ontem], quando consolidámos a apreciação dos dados, tal como esclarecemos, tínhamos a certeza que iremos ter no Parlamento acima dos 147 deputados, que configura a maioria qualificada de dois terços”, prosseguiu o responsável.

João Martins desvalorizou ainda a polémica criada à volta do facto de o MPLA ter divulgado dados provisórios dos resultados eleitorais antes mesmo da Comissão Nacional Eleitoral.

“Desde 1992 que a nossa legislação eleitoral estabelece que o processo de apuramento dos resultados pode ser acompanhado de modo paralelo”, sublinha o secretário no BP, insistindo: “Desde 1992 que as cópias das actas de apuramento em cada mesa de voto, são entregues aos delegados de lista de cada um dos partidos concorrentes. Por isso é natural que os partidos tenham as suas actas, tal como a Comissão Nacional Eleioral as tem”.

O responsável lembrou ainda que o “escrutínio provisório é uma exigência da lei eleitoral”, com o condão de “poder levar a que os partidos possam ter uma percepção do seu desempenho político-eleitoral”.

De acordo com os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral, o partido o poder consegue em Luanda, a mais representativa província do país em número de eleitores, 50,26% dos votos, contra 34,25% da UNITA, ficando a CASA-CE em terceiro, com 13,27%, enquanto a FNLA queda-se pelos 0, 71%, o PRS chega apenas aos 0,51% e a APN não vai além dos 0,30%.

Em termos nacionais, os resultados provisórios, referentes ao escrutínio de 16.692 mesas de voo (65,53% do total) quase cinco milhões, novecentos e trinta e oito mil, oitocentos e cinquenta e três eleitores (63,74%), o MPLA lidera a contagem, tendo sido o partido escolhido por dois milhões, oitocentos e dois mil e duzentos e seis votos (64,57% do universo de votantes).

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