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Angola que dá certo

Arrancou programa de estágios profissionais destinado à mulheres na indústria petrolífera 

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A Associação de Empresas Autóctones para Indústria Petrolífera de Angola (ASSEA) em parceria com a plataforma Muhatu Energy Angola (MEA) procedeu hoje ao lançamento do programa de estágios profissionais denominado Ubuntu.

Testemunhado pela Administradora Executiva da Sonangol, Olga Sabalo Miranda, e pelo Director Geral INEFOP, Manuel Mbangui, o referido programa de estágio destinado às estudantes finalistas dos cursos técnico-profissionais e tem como objectivo principal proporcionar às estudantes a oportunidade de emergir no ambiente de trabalho real, onde enfrentarão os desafios diários e aplicarão seus conhecimentos teóricos em situações práticas.

“Todos temos consciência que os estágios são um excelente oportunidade de entrada para o mercado de trabalho, uma forma de se conseguir um emprego após licenciatura. o Ubuntu não irá apenas permitir o acesso a informações, experiências e vivências únicas, mas vai igualmente oferecer suporte e orientação durante todo processo de estágio”, referiu Olga Sabalo Miranda no acto de lançamento.

Por sua vez, o presidente da Associação de Empresas Autóctones para Indústria Petrolífera de Angola destacou que a quota de mulheres no sector é ainda muito baixa e que há um caminho a percorrer no sentido de se inverter o quadro. “O programa de estágio impactará a elevação da quantidade e qualidade do capital humano da indústria petrolífera no nosso país, o que é um dos objectivos do conteúdo local”, enfatizou Emanuel Bo Dontoni.

Já Berta Rodrigues Issa, Vice-presidente da ASSEA, por sua vez, reforçou que mesmo em representatividade menos, mas mulheres muitas vezes são injustiçadas nos seus locais de trabalho, situação que a associação que representa, por via deste e de outros programas, pretende inverter.

“Com 18 anos de experiência, testemunhei uma realidade persistente: Mulheres, mesmo com qualificações e habilidades notáveis, muitas vezes são preteridas, confrontando um mar de obstáculos que infelizmente ainda persistem. Na minha trajetória me deparei inúmeras vezes com injustiça”, concluiu Berta Rodrigues Issa.

Na primeira fase do programa, o público-alvo será composto pelas estudantes do Instituto Nacional de Petróleos (INP) e do quarto ano ou finalistas do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC). As mesmas começarão por absorver noções sobre o funcionamento e regras de organização, aprendizado sobre os ISOs (Standartização Internacional da Organização), cultura e estratégia da organização.

Durante os estágios também irão se inteirar sobre os procedimentos usados, introdução à higiene, segurança e ambiente, bem como as Key Performance Indicators (KPI).

Espera-se que no final as mulheres beneficiárias deste programa tenham desenvolvido aptidões sociais e de comunicação, essenciais para colaborarem eficazmente com colegas de equipa e cumprirem as normas profissionais.

“As estagiárias adquirirão conhecimentos práticos em técnicas reais de engenharia, bem como habilidades para trabalho de campo, seguindo todas as regras e regulamentos aplicáveis. Poderão igualmente Identificar áreas específicas que requerem crescimento pessoal ou profissional e estarão mais bem preparadas para enfrentar esses desafios. Sentir-se-ão mais confiantes e preparadas para assumir uma posição profissional no sector de óleo e gás, caso surja uma oportunidade de contratação”, acrescenta Janice Faria, Directora Executiva da Enagol, uma das empresas que está a proporcionar estágio às estudantes.

O programa de estágio Ubuntu será remunerado e terá a duração de três meses. As candidatas serão seleccionadas com base no desempenho académico, paixão pela área técnica e desejo de fazer a diferença na indústria petrolífera.

“Ao oferecer oportunidades igualitárias de formação e desenvolvimento de carreira, estamos comprometidos em ajudar a transformar a paisagem da indústria petrolífera em Angola e criar um ambiente mais inclusivo e diversificado”, Concluiu Berta Rodrigues Issa, Vice-presidente da ASSEA.

Sobre a ASSEA

Em actividade desde 2019, a Associação de Empresas Autóctones para Indústria Petrolífera de Angola (ASSEA) tem como meta tornar-se um dos principais catalisadores da implementação da lei do conteúdo local na indústria petrolífera em Angola, contribuindo para o crescimento do produto nacional bruto.

A ASSEA tem, igualmente, promovido a valorização e participação activa das empresas angolanas na captação de forma prioritária das oportunidades de negócio do sector petrolífero em Angola.

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