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Economia

Arrancou a segunda edição da Feira de Mobiliário na Cidade da China

Manuel Camalata

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Arrancou, nesta sexta-feira, 30, na cidade da China, em Viana, a 2ª edição da feira anual de mobiliário, em que participam cerca de 20 expositores do ramo, que até 30 de Novembro colocam à disposição do público os seus negócios, com preços mais competitivos.

A cerimónia de abertura contou com as presenças dos secretários de Estado do Comércio, Amadeu Leitão Nunes, da Indústria, Ivan do Prado, de entidades do Governo Provincial de Luanda e da Administração Municipal de Viana.

Três países vizinhos se fizeram representar no evento, com as presenças dos embaixadores da Namíbia, Congo e da Guiné.

O presidente da Câmara de Comércio Geral de Jiangsu em Angola, Shen Yongzhong, que discursou em representação do Embaixador da República Popular da China, Gong Tao, considerou o evento como uma plataforma importante de intercâmbio na indústria mobiliária da China e de Angola e como um promotor de cooperação nos sectores industrial e da transformação entre os dois países, tendo ainda acrescentado que a segunda edição da Feira de Mobiliário de Angola desafia as dificuldades impostas pela covid-19 e está a ser realizado dentro do previsto, “o que sem dúvida encoraja todos os participantes e demonstra o especial potencial da cooperação estratégica sino-angolana”, referiu.

Shen Yongzhong garantiu que muitos dos móveis expostos na feira são de marcas chinesas, fabricados em Angola, o que se tornou num ponto importante da retoma das actividades económicas no período da pandemia.

O presidente da Câmara de Comércio Geral de Jiangsu fez saber, que apesar do facto de a pandemia estar a influenciar o comércio sino-angolano, com a propagação da pandemia no mundo e a incerteza do mercado internacional, a cooperação bilateral económica e comercial complementar entre os dois países “desfruta de uma base sólida com largas perspectivas de desenvolvimento a longo prazo”.

Disse ainda que a crise da pandemia deve ser vista como um momento para novas oportunidades de negócios. “Podemos dizer assim, que todos nós temos de aprender a procurar oportunidades na fase de crise, transformando a crise numa eventual oportunidade, a fim de resolver todos os novos desafios e escavar todas as potencialidades”, exortou.

Por sua vez , o presidente do Conselho de Administração da Cidade da China (PCA), Jack Huang, disse que a construção da Cidade da China, iniciada em 2014, surge na sequência da pretensão dos empresários chineses em investir em Angola nos diferentes sectores de actividade comercial, bem como os esforços comuns dos lojistas e o seu grupo de administração, pelo que a “Cidade da China já se tornou um centro complexo comercial de distribuição, integrado de venda a grosso, venda a retalho, escritório e armazém, de influência em África nos diversos sectores do comércio.

Artigos de uso diário, vestuário e calçado, mobiliário, decoração de interior, electrodoméstico, produtos electrónicos, materiais de construção, alimentação, acessórios de viatura, artigos de escritório, banco e restaurante, são os negócios que estão disponíveis nos diferentes estabelecimentos comerciais da cidade da China.

Com seis anos de existência, e cujo inicio da construção da terceira fase está para breve, a Cidade da China possui actualmente 300 lojas que comercializam diversos produtos oriundos de vários países como Angola, China, Turquia, Portugal, Estados Unidos da América, índia, e Líbano, estando contratados 4.000 cidadãos angolanos.

No que as dificuldades diz respeito, o PCA da Cidade da China apontou o efeitos do coronavírus como estando a causar problemas nos negócios dos comerciantes.“A pandemia causou dificuldades de negócio para alguns lojistas individuais, enquanto alguns clientes quem têm mais capacidade de resistir os riscos entraram na Cidade da China, neste caso mantemos a estabilidade em geral”, referiu, acrescentando, po outro lado, que a feira já tornou “a cidade de mobiliário um centro do sector, com os produtos mais completos que podem satisfazer as demandas dos diferentes níveis”.

Por esta razão defendeu a necessidade de existência de mais investidores estrangeiros experientes para ajudar no “processo de revigorar a economia e apressar a diversificação económica em Angola, em particular na fase posterior do combate à pandemia”.
Jack Huang anunciou ainda, que a Cidade da China prevê, para breve, a construção de uma moderna sala de multi-funções com 10 mil metros quadrados para exposição.

O objectivo dos investimentos, de acordo com o responsável é “deixar as populações gozarem dos produtos merecidos de boa qualidade a bom preço com a vida mais enriquecida” e transformar a Cidade da China num exemplo de investimento estrangeiro para atrair mais investidores, para a venda de produtos que são feitos em Angola, e serem também exportados para outros países.

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