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Opinião

Armas da UNITA no contexto da turbulência

Vasco da Gama

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Somos de opinião que estamos em tempo dos “mais velhos” da UNITA entrarem em acção, porquanto o discurso de alguns militantes está muito amador, banal e eivado de raiva, rancor e sem substância, fruto, a nosso ver, da presença de imaturidade política de alguns jovens influentes, nos seguintes termos:

1° – A conversa sobre a “detenção” de dois agentes do SINSE, num comício recente em Benguela, cujas pistolas foram exibidas no Facebook, mas que na nota da entrega/devolução das mesmas pistolas, um dia depois, já diziam que eram agentes da Polícia, demonstra a forma emotiva e menos experiente como se está a fazer a política.

Neste “iten”, se o SINSE o entendesse, teria intentado uma acção criminal contra a UNITA, em Benguela, por calúnia e difamação, portanto, era comprar um processo desnecessariamente, o que, entendemos, não pode significar uma política séria e com cálculos a altura das exigências.

2° – O pronunciamento da distribuição de armas de fogo à população civil pelo próprio Estado, em Luanda, sem o mínimo de cautela, revela, desde logo, a simplicidade com que se está a tratar questões que têm que ver com o bem de todos, incluindo os próprios partidários.

3° – A forma leviana como informaram ao Presidente, Adalberto, sobre a recuperação de 12 armas, metralhadoras, (ATT: 12 armas puras de guerra), no Uíge, e que tenham influenciado ACJ a levar o assunto à Rádio MFM é puro amadorismo e inexperiência política que, salvo opinião contrária, pode alterar, circunstancialmente, a coabitação política que o País conseguiu nestes anos de paz.

Termino repetindo que é tempo dos mais velhos da UNITA entrarem em cena…

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2 Comments

2 Comments

  1. Avatar

    Pedro Henrique

    25/03/2021 at 11:36 am

    O acordar das cubas

    Os bons exemplos devem ser seguidos, renunciar a UNITA, denunciar um grupo de tribalistas, desertar da intriga e da calúnia é o caminho a seguir. A semana foi marcada de grandes e respeitados relatos de membros da UNITA com grandes destaques no seu testemunho de como é a UNITA actual, ou seja, a era ACJ, Rui Galhardo, Amadeu da Conceição Cortez estamos solidários, ouvimos as vossas palavras com muita angústia, em um mundo paralelo em que a G-UNIT acredita que será o partido no poder causa-me arrepios.

    Ter ouvido as palavras desses homens traz-me memórias devastadoras, o que acontecerá caso não vencerem as eleições? Um partido que prima pelo regionalismo, não reconhece os grandes nomes dos militantes como de simpatia para com os mesmos, provoca inclusive divisões internas, primam pelo privilégio familiar, a existência de desvio de fundos, é esse o partido para Angola? É esse o maninho que desempara os seus, certo para milhares de angolanos?

    São três os partidos históricos na libertação do nosso país, porém a história em si provou que a longo prazo a UNITA e a FNLA serviram apenas para aquele grande propósito, não estão preparados para a magnitude que é governar Angola, a mesquinhez ainda se resume na satisfação singular, no conforto, basta olharmos para os seus membros no parlamento, a posição que mostram é sempre a mesma “oposição”.

    Angola é vista hoje pelo mundo como o país da mudança e se fossem coerentes também seria essa a mensagem que passariam.

    O percurso de ACJ na UNITA sempre foi de outsider, que sabe ele das suas próprias lutas e renúncias? Sempre o privilegiado, sempre o fora da Jamba, tudo o que sempre conheceu foram as benesses que a UNITA o proporcionou, ora vejamos até general é e, no entanto, nunca foi militar.

    Nota-se a força de pessoas a negligenciarem o facto de se intitular engenheiro sem, no entanto, ter um documento a comprovar, dizem essas pessoas que nada de mais tem nisso, que a formação superior não é um dos requisitos a presidência, que o mesmo apresenta ter uma bagagem extraordinária e de facto tem, essa é uma qualidade pertence aos mercenários, aos oportunistas e o ACJ é de facto bom nisso, afinal são anos de aperfeiçoamento, esquecendo-se essas pessoas que ACJ mente, ilude, usufrui de um título que não lhe pertence, o ACJ vive pela sua sobrevivência ou então como justificar as influências que tem fora da UNITA? Dos almoços longos e tardios com os ditos marimbondos? Da posição privilegiada da sua família? Dos supostos casos de violência infantil, quando sabemos que a base disso é com o aliciamento monetário?

    É popular nas redes sociais e entre jovens, segundo dizem, vamos dar mérito ao senhor, ele fez um bom trabalho de casa, provavelmente faz parte da sua cabeceira o livro “as tantas regras para o poder”, jovens não deixemos enganar, nem tudo o que brilha é o ouro e no caso de ACJ em particular o reluzente é somente da sua “careca”. Ainda que não seguirmos os bons exemplos, que ao menos eles sirvam para nos guiar, quem incita manifestações, quem alega e forja documentos, quem defende a violência, não é digno da nossa atenção.
    Vamos manter as cubas tapadas, e as levantar na certeza de que o que estará nelas servirá para toda a Angola.

  2. Avatar

    António Daniel Libermann

    25/03/2021 at 1:01 pm

    O que mais devia preocupar os angolanos, é como o país sair da triste situação social em que se encontra, fruto da má gestão dos recursos financeiros públicos, pelos gestores igualmente públicos, que espero não haver entre eles, nenhum filiado à Unita. Tudo quanto se diz da unita, é imaturidade, falta de coesão, incoerência, regionalismo, mesmo arrastando multidões por tudo quanto é canto por esta Angola. ACJ, foi eleito em congresso do seu partido, onde ouve uma diversidade de candidatos, obviamente representando igualmente, uma diversidade de correntes de opinião. quanto às vozes que supostamente discordam de ACJ, é normal que elas existam e isto há em qualquer organização, mesmo no meu MPLA, pois, eu sou militante do MPLA, e, discordo de muitas das suas práticas, começando mesmo pela falta de democracia interna. quando me refiro à falta de democracia, estou a querer falar do presidente do partido não emanar de uma eleição com mais de uma candidatura, pois há no partido, diferentes correntes de pensamento, o suficientemente justificaria múltiplas candidaturas. Provavelmente estarei a deslocar-me do assunto que seria motivo do comentário. mas é certo que tenho direito de discordar do conteúdo do testo, todavia, sinto-me igualmente no dever de respeitá-lo, por quanto representa um ponto de vista.
    Mas porque razão não deixam os órgãos de justiça trabalharem, sempre que as situações o justifiquem, ao invés, de se estar a produzir tanto barulho. Os angolanos hoje por hoje, sofrem as consequências dos actos pouco dignos, de MARIMBONDOS que são os fieis militantes, menos de qualquer força política na oposição, que são uma clara demonstração de coesão e observância da disciplina partidária, e que certeza os angolanos, melhor que ninguém, conhecem a cor partidária em relação à qual, tais marimbondos juraram fidelidade e muitos representam na que se esperava que fosse, a nossa casa das leis, a Assembleia Nacional, estão aí. isso é revoltante. Exige-se que ACJ se pronuncie sempre que alguém o calunie, mas temos aí Edeltrudes Costa, o digníssimo Director do Gabinete de Sua Excia. PR, que supostamente está envolvido em ataques ilícitos ao erário público, de todos nós, com o silêncio a assumir as despesas. Temos muitos deputados à AN, na condição de arguidos e outros tantos em perspectiva, que são das mais destacadas figuras do partido, o ex presidente do partido e da República, tudo quanto sabemos não consegue viver no país, sob pena de ser apedrejado pelos militantes do seu próprio partido, isso representa coesão e a consequente disciplina partidária? Este comportamento justifica a popularidade de ACJ, não há nenhum outro segredo. Vejamos como está Luanda, a nossa capital, representa a nossa dignidade, lixo por tudo quanto é canto, não representa a incompetência do mpla? O ocorre em relação à aceitação pública de ACJ, é apenas a procura de alternativas de resolução dos problemas do dia a dia dos cidadãos, que o mpla 45 anos, com tudo ao seu dispor não satisfaz. A falta de resposta aos problemas dos cidadãos, é a grande arma de ACJ.
    Os angolanos foram obrigados a fazerem opções, entre ACJ e Marimbondos, tudo indicando que ACJ, está a levar da melhor.

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