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Sociedade

Armadores do Tômbua acusam pescadores artesanais de Moçâmedes e Benguela de pesca proibida

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Os armadores do município do Tômbua, província do Namibe, estão a acusar os pescadores artesanais de Moçâmedes e também do município de Benguela, província vizinha, de estarem a praticar pesca proibida por lei.

Os pescadores do Tômbua apelam às autoridades no sentido de tomarem medidas para evitar a escassez de peixe nos mares da província.

Foi durante uma reunião, ocorrida nesta segunda-feira, 24, entre a Administração municipal, a delegação Marítima, a fiscalização e os pescadores, que surgiram as acusações e denúncia de práticas à margem na lei no processo de pesca nos mares da região.

O representante dos pescadores na reunião, Pedro Cavela, denunciou o uso de malhas de redes de tamanhos reduzidos, com recursos a isca, o que é contra o previsto na Lei.

“Há tanta malhadeira, invadiram a orla marítima do Tômbua, e por isso pedimos a vossa excelência administrador para averiguar com muita atenção e honestidade, a situação que está acontecer connosco”, disse.

Já o presidente da Associação dos Pescadores de Benguela e Moçâmedes, José Bernardo, disse que a organização está aberta ao diálogo, de modo a proteger o que de mais importante existe nos mares.

“Viemos é trabalhar… então nós queremos achar uma via a partir da administração e da fiscalização local para acharmos uma solução diante este assunto”, referiu.

Já o representante da fiscalização do sector das pescas no município do Tômbua, Graciano Ginga, reconheceu os atropelos à Lei, por parte dos pescadores artesanais.

“Estão a usar malha pequena. A malha autorizada [por Lei] para a pesca artesanal é de 80 a 100 centímetros”, disse.

Já o administrador municipal, Abelardo Lemba, referiu que é trabalho de todos preservar os recursos marinhos da província.