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Economia

Argentina quer produzir em Angola para região da SADC

Manuel Camalata

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A Argentina pretende produzir produtos alimentares para exportar para os países da região austral do continente berço, com vista a expandir a sua marca. A multinacional Planta de Árcor vai fazer o primeiro investimento fora da América Latina pela primeira vez, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

O interesse foi manifestado, nesta sexta-feira, 23, em Luanda, pelo embaixador da Argentina em Angola, Alejandro Guillermo Verdier, a saída de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), António Henriques da Silva.

O Diplomata disse que o Governo argentino está a acompanhar as reformas em curso em Angola e as empresas daquele país sul-americano têm “um grande interesse” de investir no país, estando os empresários a procurar oportunidades de investimentos em Angola.

Uma dessas empresas, segundo o embaixador Alejandro Guillerme Verdier, é a Planta de Arcor, de um investimento de 45 milhões de dólares, que produz chocolates, bolachas e diversos tipos de doces. A ser instalada em Viana, na Zona Económica Especial, aquela gigante argentina pretende que a sua produção passe a ser exportada para os países da SADC, a partir de Angola.

O diplomata argentino destacou o facto ter escolhido Angola para ser o primeiro investimento fora da América Latina, onde tem uma forte presença “em muitos países”, com as vantagens de se criar 500 postos de emprego directos para cidadãos angolanos.

Referiu ainda haver, em Angola, outras duas empresas, de menor dimensão e investimento. Uma no sector do agro-negócio e outra nos sectores das energias renováveis, no interior do país, e que “também estão a tentar vender produtos para os países vizinhos, porque Angola é mais competitivo nos produtos do campo”.

Balança comercial 

O embaixador da Argentina referiu que a balança comercial entre os dois países “é muito baixa” e que “deveríamos crescer muito mais, sendo países vizinhos, no atlântico sul, e com todas as facilidades que os dois Estados estamos a dar para esse comércio, para melhorar esta questão”.

Segundo fez saber, o volume de negócio entre os dois países está abaixo dos 50 milhões de dólares e a pretensão é que esse valor seja dobrado nos próximos anos. Uma cifra que acredita ser alcançável pelo facto de haver, todos os dias, empresas do seu país a manifestar interesse em investir em Angola.

O Embaixador Alejandro Guillerme Vidier disse que aquela representação diplomática vai organizar, em parceria com a AIPEX, um encontro com os criadores de gados, para trazer para a Angola Vacas para a produção de carne.

Antes, o PCA da AIPEX concedeu audiência à embaixada do Reino do Marrocos, Saadia EL Alaqui, disse a audiência serviu para inteirar-se das oportunidades de negócios entre Angola e Marrocos.

De acordo com a embaixadora, Marroco já possui projectos em execução em Angola, e outros que poderão entrar em acção, nos sectores agro-alimentar e das pescas, nas províncias do Huambo e do Kuando Kubambo.

Anunciou ainda que aquele país do norte de África tem igualmente um projecto para ser implementado, no sector das energias renováveis. Para ela, esses projectos “vão estruturar os compromissos entre Angola e Marrocos no domínio da economia.

O presidente da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), António Henrique da Silva, disse que as audiências resultam dos encontros, na semana passada, com os embaixadores, na Zona Económica Especial, realizada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, através da qual o executivo angolano deu a conhecer as potencialidades que Angola oferece aos empresários que pretendam investir no país.

António Henriques da Silva considerou o Reino do Marrocos, um parceiro a ter em conta por Angola, pelo facto de ser o segundo maior investidor africano no continente e cujos seus investimentos geram para a economia daquele país 60% de empregos formais direitos, uma relação que pretende ver intensificada, em Angola.

Sobre Argentina, o PCA da AIPEX louvou a iniciativa anunciada pelo embaixador, de um grupo empresarial interessado em investir no gado bovino, pelo facto de existir já em Angola “fábricas de derivados de leite, mas o leite ainda é importado”, sendo por isso necessário olhar para a qualidade leiteira produzida no país e adequar a realidade e os seus níveis de produção serem absorvidos pelas empresas.

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