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Sociedade

Arcebispo de Saurimo denuncia continuidade de massacres em Cafunfo

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Continuam os massacres de cidadãos na localidade de Cafunfo, província da Lunda Norte. A denúncia é do arcebispo de Saurimo, Dom Manuel Imbamba, que falou em exclusivo à Rádio Ecclésia.

Segundo o prelado, que apelou o fim dos massacres de cidadãos indefesos naquela zona mineira das Lundas, as empresas de segurança das zonas de exploração diamantíferas em Cafunfo têm sido os principais protagonistas no massacre de cidadãos angolanos.

“As empresas de segurança que defendem as minas ainda continuam a massacrar pessoas”, denunciou o prelado católico.

O também vice-presidente da CEAST, desvalorizou o conteúdo do comunicado do Bureau Político do MPLA, tornado público por ocasião dos assassinados em Cafunfo. O prelado católico afirma que os bispos católicos nunca reagiram por emoção, porque nunca esperam de relatórios de gabinetes.

“Aquele comunicado do Bureau Político do MPLA foi um comunicado triste, também feito sob-emoção, mas que não espelha aquilo que realmente nós estamos a viver. Nós não ouvimos contar, nós não recebemos relatórios em papel, nós vivemos, visitamos e caminhados com a comunidade”, disse, o prelado católico.

Activistas ouvidos pelo Correio da Kianda, na altura dos últimos acontecimentos em Cafunfo, que deixaram vários mortos este ano, num confronto entre a população e a Polícia, afirmaram ao nosso jornal que os assassinatos de garimpeiros devem-se à pobreza extrema da população.

A exploração ilegal de diamantes continua a causar mortes de vários cidadãos que fazem do garimpo o único meio de sustento na zona de Cafunfo, província da Lunda Norte, facto que tem estado a preocupar líderes da Igreja Católica.