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Aproximação com países africanos sobre a mesa da cimeira do BRICS

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A aproximação com países africanos, critérios para a adesão de novos membros e a adopção de uma moeda comum, tema de inflexão entre os membros, estarão sobre a mesa da cimeira do BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – que arranca esta terça-feira, 22, em Joanesburgo, na África do Sul, apurou o Correio da Kianda.

De recordar que o presidente do Brasil, que assumiu também a liderança do BRICS, já havia demonstrado o seu interesse em reactar a “forte relação” daquele país sul-americano com o continente africano.

“E nós vamos fazer isso porque é uma obrigação histórica, é uma obrigação humanitária do Brasil em manter uma relação belíssima com o continente africano”, referiu, conforme publicado anteriormente pelo Correio da Kianda.

De ressaltar, que das solicitações oficiais de entrada no BRICS, há um número considerável de países da África, na lista composta por Argélia, Argentina, Arábia Saudita, Bangladesh, Bahrein, Belarus, Bolívia, Cuba, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Honduras, Indonésia, Irã, Cazaquistão, Kuwait, Marrocos, Nigéria, Palestina, Senegal, Tailândia, Venezuela e Vietnã.

A primeira expansão do bloco económico ocorreu em 2011, com a entrada da África do Sul, sendo o ingresso de novos membros e criação de moeda única que, entretanto, não tem consenso, dois outros grandes temas da cimeira que arranca hoje.

Além de discutir uma possível reformulação no bloco e uma maior aproximação com a África, a cúpula deste ano será ainda pano de fundo para discussões sobre o papel da Rússia, uma das nações fundadoras do grupo, na comunidade global, com Putin, que tem um mandado de busca e apreensão do Tribunal Penal Internacional, a participar de forma remota, contudo, tendo enviado o sue chanceler, Sergei Lavrov.

De ressaltar, que Lula da Silva, aguardado em Angola na quinta-feira, 24, será o único presidente que participou da fundação do BRICS a estar presente no actual encontro, o que, segundo a imprensa brasileira, dará um protagonismo ao presidente daquele país sul-americano

“Angola é um país importante no contexto africano” – embaixador brasileiro

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.

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