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A voz do Cidadão

Aprender a pensar “Direito”

Redação

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Por: Marcolino Baptista

Por acaso um “Candengue” do “Ngoló” pediu-me que lhos enviasse alguns livros em formato digital para que pudesse ler em tempos de confinamento devido a pandemia do Covid-19, mas espera aí, diz-se do Covid-19 ou da Covid-19?… bem, este é um outro assunto que não será aqui chamado acolação.

Em jeito de recomendação sugeri-lhe que aprendesse a pensar “Direito”, propositadamente sem lhe precisar em que âmbito eu me referia, visto que a palavra “Direito” é polissémica e porque no contexto em que conversávamos de duas uma, ou ele pensasse que estaria a me referir que era para ele pensar correctamente ou então a pensar juridicamente, mas no que queria e quero transmitir aqui neste texto nada tem a ver com os sentidos acima apresentados, sendo assim, é mais uma outra faceta em que a palavra em apreço pode apresentar.

Prosseguindo, espantosamente por via do WhatsApp, ele fez-me a seguinte pergunta:
“Kota”, existe alguma fórmula específica para aprender a pensar direito?!

Bem, apesar de Direito ser curso e o resto recurso, mas não é só do direito que vive o homem, também de toda a …, assim a resposta foi afirmativa com o suporte argumentativo de variadas literaturas tais como: “Me poupe” da Nathalia Arcuri; “O sucesso não ocorre por acaso” de Dr. Lair Ribeiro; “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen R. Covey; “Convite à filosofia” da Marilena Chauí etc.

Então recordei-lhe que o nosso cérebro possui dois hemisférios, um esquerdo responsável por ser: detalhista, mecánico, preto e branco, céptico, lógico, fechado, cauteloso, repetitivo, verbal, analítico, substância, linguagem e memória e o outro direito responsável por ser: amplo, criativo, cores, meditação, artístico, aberto, aventura, novos caminhos, intuição, essência, sintético e espacial, pelo que aprender a pensar “Direito” passaria por treinar o hemisfério do cerébro responsável para o efeito e ponto, mas não final. Do sumo expremido dos livros acima mencionados ficam os legados dentre outros os seguintes:

No quadro de valores como: Liberdade, Respeito, Segurança, Status, Amor, Reconhecimento etc, procures descobrir quais são os seus pontos fortes e trabalhe para intensificá-los, saiba também quais são as suas fraquezas, mas apenas observa-as para evitar que derrubem você.

Trabalhe por você e por paixão, chegar à máxima performance exige treino, dedicação e disciplina porque tudo é possível quando se quer muito e se tem uma boa estratégia.

Nunca pare de aprender, de estudar mais e com objectivo, conhecer pessoas, trabalhar mais porque para crescer é preciso gente com muito mais experiência que nós, e temos de ir a busca dos melhores. Quanto mais você estuda, mais entra em contacto com gente que sabe mais do que você e quanto mais convive com gente melhor do que você, mais você progride. Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive.

A responsabilidade é toda sua. Saia da zona de conforto e elimine a autossabotagem.

Nós não usamos sequer 5% da nossa capacidade cerebral, neste quesito remete-vos para o filme “Lucy”, mas o importante é aprender a pensar “Direito”.

Nosso cérebro precisa aprender a ver as oportunidades, pois na nossa educação não somos treinados para isto. Os actuais processos educativos focalizam os problemas e não as soluções.

Tudo em que você se concentra tende a aumentar. Se você se concentrar nas suas limitações, elas crescerão na proporção da energia desprendida. Então é muito melhor você se concentrar nas suas qualidades (reais e imaginárias), pois isso fará com que elas cresçam e frutifiquem em você.

O sucesso significa nunca parar, ou seja, sempre ir em busca de algo mais. A estrela do sucesso esta sempre em movimento, onde nas suas pontas encontramos ambição, auto-estima, comunicação, metas, atitude e trabalho em constante movimento.

É possível aprender em uma hora o que se acostumava aprender em uma semana. Basta você acreditar e adquirir a tecnologia para tal.

Não importa a crise económica, a situação Angolana, a conjuntura mundial, o que importa é a estrutura. A minha estrutura interna. O mundo é um reflexo do meu interior. Se eu tiver sucesso dentro do meu cérebro o sucesso virá. Se meu cérebro armazenar desgraça, é isto que eu vou enxergar no mundo. Se eu tiver amor é o que receberei. O ódio irá para quem tem ódio.

Devemos substituir a linguagem reactiva como: (“não há nada que eu possa fazer”, “sou assim mesmo e pronto”, “ah! se eu pudesse…”) por uma linguagem proactiva (“vamos procurar alternativas”, “posso tomar outra atitude”, “eu vou fazer”) as pessoas proactivas subordinam os sentimentos aos valores.

Somos livres para escolhermos nossas acções, baseando a escolhas nos princípios corretos, mas não somos livres para escolher as consequências dessas acções.

Renova as quatro dimensões de sua natureza desde a Física (fazendo exercícios físicos, nutrição, cuidados com o stress), Espiritual (clareza de valores e envolvimento, estudos e meditação), Mental (leitura, visualização, planejamento, escrita) e Social/Emocional (ajuda, empatia, sinergia interna).

Aquilo que insistimos em fazer torna-se fácil – não que a natureza da tarefa tenha se modificado, mas nossa habilidade para realizá-la aumentou.

Todos nós temos três vidas diferentes: uma vida pública, uma vida particular e uma vida interior. A vida pública é a que os outros observam. A vida particular consiste no que fazemos quando estamos sozinhos e a vida interior é aquele lugar que nós realmente buscamos quando queremos analisar nossos motivos e desejos mais profundos.

Marilena Chauí, no seu livro acima apresentado numa frase lapidar diz-nos que: “Longe fica perto se eu for até a ele”, assim convida-nos para partirmos sempre por um pensamento reflexivo dando-nos a definição e princípios abaixos:
Reflexão é a volta que o pensamento faz sobre si mesmo para conhecer-se; é a consciência conhecendo-se a si mesmo como capacidade para conhecer as coisas, alcançando o conceito ou a essência deles.

Princípio da Identidade: “A é A” ou “o que é, é”. É a condição do pensamento e sem ele não podemos pensar. Uma coisa só pode ser conhecida e pensada se for percebida e conservada com sua identidade Ex: triângulo – figura geométrica com três lados.

Princípio da não contradição: “A é A e é impossível que seja, ao mesmo tempo e na mesma relação, não – A”. Ex: é impossível que uma árvore que está diante de mim seja e não seja uma mangueira.

Princípio do terceiro excluido: “ou A é x ou é Y e não há terceira possibilidade Ex: ou este Homem é Kimabambu ou não é Kimabambu.

Assim, o Tony (António Salvador Cassule), mais conhecido por “Puto Stona”, candengue do Ngoló de que acima vos falei está lendo os livros que lhos enviei e espero que o mesmo aprenda a pensar “direito” na perspectiva aqui apresentada e tenho fé que conseguirá porque o mesmo tem estado a dar sinais timidamente. Bem haja a estimulação do hemisfério direito do nosso cérebro.

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