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Apreensão de meios pela PGR pode desempregar 50 trabalhadores em Benguela

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Mais de 50 trabalhadores da empresa CCJ, de construção civil, em Benguela, podem ser despedidos, nos próximos dias, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) não restitua os meios de trabalho apreendidos há mais de um mês, na sequência de alegadas irregularidades no processo de cedência de meios para o sector da agricultura.

A decisão surge na sequência da polémica que envolve a empresa em um negócio com o Ministério da Agricultura e Florestas, do qual a CCJ terá recebido, sem concurso público, meios de trabalho do sector da construção civil e também da agricultura.

A garantia é do proprietário da Empresa, Carlos Cardoso, que diz ver-se impedido de continuar a pagar os salários aos trabalhadores, por estes estarem já há três meses sem produtividade, uma vez que os seus meios de trabalho são os que se encontram apreendidos.

“Nós não podemos continuar a pagar sucessivamente salários a 50 trabalhadores da empresa, quando estes não rendem”, justificou.

Carlos Cardoso garante que a decisão de despedir os trabalhadores resulta da morosidade na liberação dos meios, “porque nós já temos contrato, já pagamos, já cumprimos há mais de um mês com tudo, e o que atrasou não foi da nossa responsabilidade, mas sim de alguém que se dignou ao prazer de atrasar as coisas e não nos foi entregue os meios”, acrescentou.

Uma fonte ligada ao processo em Benguela, contactada pelo Correio da Kianda, informou que passados cerca de 8 meses desde a cedência dos meios pelo Ministério da Agricultura e Florestas, a empresa furtava-se ao pagamento dos valores inicialmente acordados, pelo que a PGR e os Serviços de Investigação Criminal foram chamados a intervir, apreendendo os meios.

Trata-se de um negócio que a empresa CCJ, de construção civil, tem com o Ministério da Agricultura, e da qual recebeu, em 2019, meios de trabalho, com garantias de fazer pagamentos de dois mil milhões de kwanzas em sete anos.

A fonte do Correio da Kianda, em Benguela, garante igualmente que além das suspeitas de irregularidades no negócio, o que levou a PGR a apreender os meios, ora cedidos pelo Ministério da Agricultura, consta igualmente uma dívida de dois mil milhões de kwanzas para serem liquidados em sete anos, mas que só depois de ver retidos os meios é que a empresa CCJ pagou a primeira tranche, de 71 milhões de kwanzas.

Quanto a alegada ilegalidade no processo de cedência dos meios, sem concurso público, o empresário garante não haver irregularidade, pois, segundo refere, os meios foram cedidos na sequência do programa do Ministério da Agricultura para a cedência de meios às empresas que operam na agricultura para alavancar este sector da economia angolana naquela província.

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