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Após críticas de incumprimento, Riquinho esclarece processo de atribuição de táxis

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Após críticas relacionadas com alegado incumprimento na entrega de viaturas, o empresário Miguel Riquinho veio a público esclarecer o andamento do processo de aquisição e atribuição de 500 táxis em Luanda, assegurando que o projecto continua em curso.

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, durante o programa “Ponto e Vírgula”, o promotor do projecto explicou que as viaturas não serão entregues gratuitamente, sendo necessário que os candidatos cumpram um conjunto de requisitos e assumam o pagamento por via de prestações mensais.

Segundo Miguel Riquinho, entre os critérios exigidos constam a capacidade de gerar rendimentos mensais entre 800 mil e 1 milhão de kwanzas, bem como a obrigatoriedade de possuir conta num banco comercial parceiro do projecto. O empresário referiu ainda que estes requisitos visam garantir a sustentabilidade do modelo de financiamento.

O responsável revelou que cerca de 500 taxistas já submeteram os seus processos, mas alertou que apenas os candidatos que cumprirem integralmente as exigências serão aprovados. Os restantes serão excluídos, abrindo espaço para novos concorrentes.

Quanto às críticas sobre atrasos na entrega das viaturas, Riquinho reconheceu que, até ao momento, foram disponibilizadas apenas cinco unidades, explicando que o processo sofreu uma interrupção na sequência da detenção de representantes de associações de taxistas, durante a greve registada entre 28 e 30 de Julho de 2025.

Apesar disso, garantiu que o projecto foi retomado e decorre normalmente, prevendo-se que ainda este ano mais beneficiários venham a receber as viaturas, desde que cumpram os critérios estabelecidos.

O esclarecimento surge num momento em que aumentam as críticas de potenciais beneficiários sobre o ritmo de implementação do projecto, inicialmente apresentado como uma solução para reforçar o transporte urbano e apoiar a actividade dos taxistas na capital.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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