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Apoios e perfis políticos marcam início da mobilização interna no MPLA

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A definição dos mandatários das candidaturas de João Lourenço e Higino Carneiro à liderança do MPLA está a abrir uma nova etapa da disputa interna no partido, marcada pelo início da mobilização política e pelo surgimento das primeiras manifestações públicas de apoio.

João Lourenço escolheu como mandatário Jú Martins, actual secretário do MPLA para os Assuntos Político-Eleitorais e uma das figuras consideradas centrais na estratégia organizativa e eleitoral do partido. Já Higino Carneiro indicou Mota Kito para coordenar a sua candidatura, numa escolha vista por observadores políticos como um sinal de aposta na influência orgânica e na mobilização das bases.

As escolhas estão a ser interpretadas como indicadoras do perfil político de cada candidatura e das estratégias que deverão marcar o processo rumo ao congresso do MPLA.

Considerado por vários sectores como um dos estrategas políticos do MPLA, Jú Martins exerceu igualmente funções no Gabinete de Estudos, Pesquisas e Análise ligado à Presidência da República, além de ocupar diferentes responsabilidades no Bureau Político do Comité Central do partido. Actualmente, desempenha as funções de secretário para os Assuntos Político-Eleitorais, sendo uma das principais vozes do MPLA em matérias ligadas à organização eleitoral, reformas políticas e mobilização partidária.

Paralelamente à movimentação dos mandatários, começam igualmente a ganhar expressão as manifestações públicas de apoio à recandidatura de João Lourenço.

Na província da Lunda-Sul, a direcção provincial do MPLA, liderada por Gildo Matias José, membro do Bureau Político do Comité Central e primeiro secretário provincial, declarou apoio “incondicional” à continuidade de João Lourenço na liderança do partido.

A posição da estrutura provincial da Lunda-Sul é vista nos meios políticos como um sinal de alinhamento das estruturas intermédias do MPLA em torno da actual liderança, numa fase em que o partido começa a preparar o ambiente interno para o congresso.

Também o jurista e docente universitário Tito Cambanje juntou-se às vozes favoráveis à recandidatura de João Lourenço, considerando o Presidente angolano como “o líder mais preparado” para continuar à frente do MPLA.

Na sua declaração pública, Tito Cambanje sustentou o apoio com aquilo que considera serem os principais marcos da actual liderança, destacando o combate à corrupção, as reformas estruturais, a abertura democrática no seio do partido, a valorização da juventude e das mulheres, bem como o reforço da imagem diplomática de Angola.

O jurista entende que João Lourenço continua a reunir condições políticas para assegurar estabilidade interna no partido e aprofundar as reformas em curso no país.

Com o aproximar do congresso do MPLA, analistas admitem que o debate interno poderá ganhar maior intensidade nas próximas semanas, à medida que aumentam os posicionamentos públicos, os alinhamentos políticos e a mobilização das estruturas partidárias em torno das diferentes candidaturas.

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