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António Guterres considera “injustiça histórica” ausência de África no Conselho de Segurança da ONU

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou “uma injustiça histórica e indefensável” a ausência de representação permanente de África no Conselho de Segurança da ONU.

As declarações foram feitas no contexto do debate sobre a reforma das Nações Unidas e o alargamento da representatividade no principal órgão de segurança internacional.

Segundo António Guterres, a reforma do Conselho de Segurança é essencial para garantir maior legitimidade e eficácia nas decisões da organização, tendo em conta as actuais dinâmicas geopolíticas e o peso crescente do continente africano nos assuntos globais.

“Não se trata de privilégio ou simbolismo”, afirmou o secretário-geral da ONU, acrescentando que o objectivo é assegurar que o Conselho de Segurança esteja “à altura da sua missão”.

A reivindicação por assentos permanentes africanos no Conselho de Segurança tem sido defendida há vários anos pela União Africana e por diversos líderes do continente, que consideram insuficiente o actual nível de representação africana nos processos de decisão das Nações Unidas.

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