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António Costa diz que laços familiares do Governo não são novos e não dão problemas

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O primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa, respondeu às críticas causadas pelos laços familiares entre membros do seu Governo, assegurando que estes nexos já se conheciam e não causaram problemas nos últimos anos.

Costa rompeu o seu silêncio em comunicado enviado ao canal português SIC, no qual defende que estas ligações já estavam presentes quando formou Governo no final de 2015, e que não houve novidades nesse sentido desde então.

“Não só não há novidade que dê atualidade ao tema, mas a experiência destes três anos demonstra que não houve nenhum problema” ao respeito, assevera no comunicado.

Nos distintos níveis do Executivo e no Partido Socialista há dezenas de pessoas unidas por vínculos familiares, e, após a última remodelação de Governo, no conselho de ministros há um casal -os ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e do Mar, Ana Paula Vitorino- e um pai e uma filha.

Mariana Vieira da Silva tornou-se em fevereiro na mão direita do primeiro-ministro à frente da Presidência, uma pasta com maior peso político que o seu pai, o ministro do Trabalho, José Vieira da Silva.

A polémica provocou também a reação do presidente de Portugal, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que apontou que tinha sido o seu antecessor no cargo, Aníbal Cavaco Silva, também de centro-direita, que aceitou a posse dos ministros em 2015, embora disse que ele também não o teria impedido.

“Não se pode ser rígido e há sempre exceções à regra”, afirmou Rebelo de Sousa ao semanário Expresso, onde lançou no entanto um aviso: “Não me apareçam com mais nomes”, ressaltou antes de assegurar que “não é bom misturar família com política”.

Costa deu razão ao presidente na sua mensagem à SIC, porque o chefe de Estado, argumenta, “tem também razão sobre a necessidade de abrir o sistema político”.

“Por isso”, acrescentou, “orgulho-me da contribuição que este governo faz neste sentido”.

Dos 62 membros do Executivo, entre ministros, secretários e outros cargos, enumerou Costa, “só 13 já tinham sido membros do Governo, e 32 exercem cargos pela primeira vez”.

 

EFE

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