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Antigo presidente francês apela aliança entre partidos para travar avanço da extrema-direita

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François Hollande alertou hoje que “a situação em França é grave”, dada a possibilidade de a extrema-direita chegar ao poder e apoiou a ideia de uma aliança dos outros partidos para governar, se não houver maioria no domingo.

O ex-presidente francês, entre 2012 e 2017, em declarações ao canal público France 2, defendeu a proposta com o argumento de que “faz falta responsabilidade”, porque “o país não pode parar”.

Na sua opinião, “tem de haver uma solução de compromisso, pelo menos durante um ano”, uma vez que, depois da segunda volta das eleições legislativas, no próximo domingo, não pode haver novas eleições legislativas durante um ano, por determinação constitucional.

Hollande admitiu que os programas que dividem o espectro político dos conservadores aos comunistas são muito diferentes, mas insistiu em que “há que governar o país”.

Ontem, o presidente francês, Emmanuel Macron, recomendou a Marine a Le Pen “frieza” e “moderação”, depois da líder da extrema-direita ter sugerido que o chefe de Estado preparava um “golpe de Estado administrativo”.

Para esta quarta-feira está prevista uma reunião do Conselho de Ministros, em que se discutirá uma vaga de nomeações que poderá incluir dirigentes e alguns embaixadores, segundo várias fontes corroborantes citadas pela agência noticiosa France-Press. No entanto, a dimensão das nomeações está por definir.

Depois de Le Pen ter sugerido estar em curso um “golpe de Estado administrativo”, o Presidente da República apelou a Le Pen para mostrar “frieza” e “moderação”.

Na segunda-feira, a líder da extrema-direita francesa acusou Presidente do país, Emmanuel Macron, de preparar “uma espécie de golpe de Estado administrativo” para evitar que os partidos vencedores nas eleições do próximo domingo tenham liberdade governativa.

“Espero que seja apenas um rumor”, declarou Marine Le Pen numa entrevista à rádio France Internacional, adiantando que no Conselho de Ministros da última quarta-feira houve mais nomeações do que o habitual.

De acordo com rumores que chegaram até à líder da Extrema-Direita, Macron pretende nomear o diretor-geral da polícia e da “gendarmerie” (polícia militarizada francesa) e realizar várias outras nomeações para a Administração francesa.

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