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Angolanos no Dubai dizem-se seguros e destacam apoio das autoridades diplomáticas

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A comunidade angolana residente no Dubai garante que a situação de segurança é estável e que os cidadãos nacionais contam com acompanhamento permanente das autoridades diplomáticas angolanas, apesar da tensão provocada pelo conflito no Médio Oriente.

A informação foi avançada nesta quarta-feira, 18 de Março, à Rádio Correio da Kianda, pelo presidente da comunidade angolana naquela cidade, Aliondy Garcia, que explicou que estão a ser realizadas actividades de sensibilização e apoio psicológico para ajudar os cidadãos a manterem o controlo emocional face à escalada de tensão que afecta a região do Golfo.

Falando em nome da comunidade, o responsável assegurou que, até ao momento, não há registo de incidentes envolvendo angolanos, sublinhando que o acompanhamento do consulado de Angola tem sido permanente. Segundo afirmou, os cidadãos nacionais sentem-se tranquilos e confiantes nas medidas de segurança adoptadas pelas autoridades locais e diplomáticas.

Aliondy Garcia Garcia acrescentou que, até à altura da entrevista concedida à frequência 103.7, nenhum angolano manifestou intenção de regressar a Angola por causa do conflito que atinge alguns países do Médio Oriente. Ainda assim, garantiu que as autoridades angolanas estão preparadas para agir em caso de necessidade, podendo organizar o repatriamento de cidadãos caso a situação se agrave.

Sobre receios relacionados com eventual escassez de alimentos, tendo em conta que os Emirados Árabes Unidos dependem fortemente de importações, o representante da comunidade afirmou que os serviços continuam a funcionar normalmente.

“Desde o escalar dos ataques iranianos, os serviços nunca pararam de fornecer. Só poderá haver dificuldades se a situação se prolongar”, afirmou.

De acordo com informações públicas do Ministério das Relações Exteriores de Angola e comunicados diplomáticos divulgados em situações de crise internacional, as missões consulares angolanas têm a responsabilidade de acompanhar e prestar assistência aos cidadãos no exterior, incluindo planos de evacuação quando necessário.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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