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Politica

Angolanos consideram desemprego e fome como “problemas mais importantes do país”

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Os problemas mais importantes que Angola enfrenta e que os cidadãos consideram que devem ser prioridades para o Governo resolver são o desempego e a fome, segundo entrevistados pelo Afrobarometer, em 2022.

Num universo de 1.200 angolanos escutados pela pesquisa, no meio urbano, 19,9% veem o desemprego como o grande problema a ser solucionado. Este número muda no meio rural, sendo a escassez de alimentos, o que mais preocupa 17,6% dos entrevistados.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego no país fixou-se em 30% no terceiro trimestre de 2022, uma redução de 4,1 pontos percentuais face ao período homólogo, com o desemprego duas vezes superior nas zonas urbanas face às rurais.

A população desempregada com 15 ou mais anos, foi estimada, naquele período, em 4.913.745 pessoas, dos quais 2.211.509 homens e 2.702.237 mulheres.
Em relação às áreas rurais, estima-se que mais de 1.300.000 pessoas foram afectadas pela seca nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe, com perdas financeiras estimadas em 168 mil milhões de kwanzas para os agricultores e criadores de gado, bem como um agravar dos problemas sociais, como a escassez de alimentos para a população em geral.

Liderada pela Ovilongwa – Estudos de Opinião Pública, os dados foram colhidos de uma amostra nacional representativa, aleatória, estratificada e probabilística, sendo a margem de erro de +/- 3
pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. O Institute for Justice and Reconciliation (IJR) garantiu o apoio técnico para a pesquisa de 2022.

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.