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Angola vive uma era de abertura em todos os capítulos, afirma Escritor Agualusa

Redação

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O escritor angolano José Eduardo Aguslusa afirmou, na noite de sexta-feira, em Luanda, que o país vive uma nova era, marcada pela maior abertura, pacificação e aproximação entre os angolanos.

Agualusa, que falava à imprensa à margem da cerimónia de entrega do Prémio Nacional de Cultura e Artes, exemplificou o recente reconhecimento do Executivo de figuras como Rafael Marques e Sousa Jamba, que demonstra os sinais do novo rumo do país.

O escritor destacou o facto de o país viver uma era de abertura em todos os capítulos, de maior reconhecimento do papel dos actores sociais e políticos, bem como de maior liberdade de expressão.

Relativamente a sua distinção com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na modalidade de Literatura, o escritor considerou-o como o mais importante da sua carreira, pelo facto de ao longo dos seus 30 anos de carreira ser o primeiro em território nacional como reconhecimento do seu papel e contributo na afirmação, valorização, preservação e divulgação da identidade cultural angolana.

“Este prémio foi uma surpresa e por isso deu maior alegria do que qualquer dos outros que ganhei, por ser angolano e representar um tempo novo de pacificação no país”, reforçou.

Referiu que escreve por prazer, sem pensar em prémios, mas a atribuição de qualquer prémio acaba por ser importante, por valorizar um trabalho de muitos anos.

Por outro lado, esclareceu a polémica em torno da afirmação sobre a obra de Agostinho Neto, afirmando ter sido mal interpretado por parte de algumas pessoas que se aproveitaram para tentar denegrir a sua imagem do ponto de vista político.

“Aconteceu um pouco antes das eleições, num período em que se vivia um clima de crispação política e o facto de ter dito que como Agostinho Neto existem outros bons ou melhores escritores foi usado negativamente”, explicou.

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha é um jornalista, escritor e editor angolano de ascendência portuguesa e brasileira. Nasceu a 13 de dezembro de 1960, na província do Huambo, e detém vários prémios.

O Prémio Nacional de Cultura e Artes, atribuído anualmente, foi instituído em 2000 pelo Governo angolano e é um incentivo à criatividade e produção cultural, tendo em atenção a diversidade linguística e cultural da Nação angolana.

 

C/ Angop

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