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Sociedade

Angola sancionada por falta de acções contra tráfico de marfins

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A sanção é imposta pela Agência Internacional de Investigação Ambiental, por não ter registado progresso nas acções de combate ao tráfico de espécies ameaçadas de extinção, principalmente o tráfico de marfins. Aumento da caça furtiva, a falta de controlo e fiscalização nas exportações das espécies selvagens, constam das razões da sanção imposta ao país.

De acordo com convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e da flora selvagens ameaçadas de extinção, Angola está a fazer progressos inadequados na implementação do Plano Nacional de Avaliação para o Marfim, que visa reforçar a resposta do país à caça furtiva e ao tráfico, por meio de políticas activas ligadas ao meio ambiente.

Entre as políticas, recai o destaque para a não aprovação de leis que visam a protecção do meio ambiente.

De acordo com o organismo, desde que se juntou a Agência, em 2014, Angola registou uma implementação lenta e inadequados de actividades, o que está a preocupar a organização.

No entender do ambientalista Wladimir Russo, o contínuo aumento da caça furtiva no país, associado ao facto de Angola estar a ser utilizada como placa giratória para exportação de artefactos de caça, como os dentes de elefantes e os cornos de rinocerontes.

No que diz respeito às recomendações da organização, Angola está em contra-mão, pelo facto de estar há oito anos sem elaborar um relatório anual sobre o comércio de Marfim.

“Angola não tem conseguido prestar informações que poderiam ajudar a fazer uma outra análise da situação no país, e desde 2016 que não apresenta o relatório anual sobre o comércio de Marfim”, disse, acrescentando que estes três factores condicionam uma série de aspectos, que resultaram na aplicação da sanção contra Angola.

Adiantou ainda que a Angola tem uma alta taxa de mortalidade de elefantes, estando actualmente situada em 16% comparativamente às seis mil cabeça registada na região angolana de Okavango Zambeze, o que contrasta com as regras internacionais que colocam 8% como tecto máximo.

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