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Angola revê contratos públicos. Como ficam as empresas portuguesas?

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O sector da construção civil é o mais representativo no mercado angolano, mas a medida poderá afectar empresas de vários sectores A seguir Angola cresce 1,4% este ano e deve descer custos com a dívida.

Cem dias depois de ter tomado posse como Presidente de Angola, João Lourenço deixou o aviso: serão revistos todos os contratos de grandes dimensões assinados pelo antigo Executivo e desvantajosos para o Estado. Apesar de ainda ser cedo para avaliar o real impacto desta medida para as empresas portuguesas presentes em Angola, muitas delas com contratos públicos assinados, a “revisão dos contratos poderá, em última instância, afectar empresas de vários sectores”, garantiu João Traça, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA).

De acordo com uma lista da Aicep Portugal Global de empresas com capital português que marcam presença em Angola, o setor da construção civil é o mais representativo seguido pelos setores da energia, saúde, transportes e logística, alimentar e agricultura, entre outros. Mota-Engil, Teixeira Duarte, Somague, Casais, Tecnovia, Soares da Costa, Grupo Elevo, Bial, TAP, Rangel, Sumol+Compal, Efacec, Visabeira, Secil, são apenas algumas das empresas desta lista.

O CEO da construtora Casais tinha já garantido que a aposta em Angola é para manter: “É um mercado onde continua a haver necessidade de infraestruturas. Por isso, independentemente do maior ou menor volume, a nossa presença continua”. “É um mercado onde as empresas portuguesas se vão manter”, assegura também o presidente da CCIPA. Como exemplo de um contrato prejudicial aos interesses do Estado angolano, e que será alvo de revisão, João Lourenço falou da construção do porto de águas profundas da Barra do Dande.

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