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Angola retoma envio de licenciados e mestres para universidades internacionais

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Angola vai retomar o programa de envio de licenciados e mestres de elevado mérito para universidades de referência internacional, anunciou, no Huambo, o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Vicente Lopes Ferreira.

O anúncio foi feito durante a abertura do Ano Académico 2026/2027, acto presidido pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, em representação do Presidente João Lourenço.

Segundo Albano Ferreira, a retoma do programa integra as medidas previstas para o novo ano académico, que deverá ser marcado pelo reforço da qualidade dos cursos, pela implementação de planos de melhoria e pelo aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão das Instituições de Ensino Superior.

A iniciativa pretende proporcionar aos melhores licenciados e mestres angolanos acesso a universidades de referência internacional, contribuindo para o reforço da formação avançada e do capital humano nacional.

O Ministro anunciou igualmente a preparação de um mecanismo de regulação da oferta formativa, com o objectivo de alinhar os cursos ministrados pelas instituições de ensino superior com as necessidades da economia nacional e as prioridades de desenvolvimento de Angola.

No domínio da Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira reafirmou a aposta no financiamento competitivo da investigação científica, através dos editais da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia e de outros fundos nacionais e internacionais.

A abertura do Ano Académico 2026/2027 decorreu no Auditório Gabriel Antunes do CEFOJOR, na cidade do Huambo, sob o lema “Consolidar a Qualidade, Transformar o Conhecimento e Servir Angola”.

Na ocasião, o Ministro de Estado, Dionísio Manuel da Fonseca, defendeu igualmente o reforço da qualidade do ensino superior, da investigação científica e da inovação, considerando o conhecimento essencial para o desenvolvimento económico e social do país.

O governante destacou ainda a necessidade de preparar as instituições de ensino superior para as transformações provocadas pelas novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, ciência de dados, robótica e biotecnologia.

Dionísio da Fonseca defendeu universidades mais conectadas, com acesso a bibliotecas digitais, plataformas modernas de aprendizagem e laboratórios capazes de acompanhar a evolução tecnológica.

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