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Angola reduz importação de carne e aposta na diversificação da economia, diz Massano

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Angola reduziu em cerca de 50% a importação de carne bovina no último ano e triplicou a produção nacional de carne de frango, passando de 20 mil para 60 mil toneladas anuais.

Os dados foram apresentados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante uma visita a unidades de produção agrícola nas províncias de Icolo e Bengo.

Segundo o ministro, a produção de carne suína também regista crescimento e a expectativa é que, até ao final deste ano, a necessidade de importação seja “bastante reduzida, quase exígua”.

“Portanto, o país está mesmo a transformar-se. A agricultura está a assumir um papel de liderança nesse processo e a indústria transformadora está a acompanhar”, afirmou Massano.

Para o ministro, a diversificação da economia já se reflete nos números. A indústria transformadora cresce a uma taxa de 16% ao ano e setores como o turismo começam a ganhar dinamismo.

“Vai ter que roubar espaço a alguém, tanto na composição do Produto Interno Bruto. E é isso que nós estamos a desenvolver nas nossas políticas, para termos esta economia mais diversificada, com vários setores a contribuírem”, disse.

Massano, reconheceu que o petróleo continua a ser estratégico e responsável por cerca de 95% das receitas cambiais do país, mas defendeu que a sua importância relativa está a diminuir. “Hoje é a agricultura que está a ditar o ritmo”, declarou.

O ministro destacou que a indústria alimentar representa quase metade da indústria transformadora nacional e cresce a dois dígitos, permitindo a substituição de importações e o processamento local da produção agrícola.

“Tem permitido fazermos o exercício todo de substituição de importações, mas também com que o que se produz no campo tenha espaço para começar a ser processado localmente”, explicou.

Massano afirmou que o Executivo continuará a investir em infraestruturas para apoiar os empreendedores e consolidar uma economia “integrada, moderna e capaz de continuar a gerar bem-estar para todos os cidadãos”.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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