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Angola quer se tornar segundo maior produtor de diamantes

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O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, afirmou, esta quinta-feira, em Saurimo (Lunda Sul), que o Executivo pretende tornar o país, a médio prazo, o segundo maior produtor de diamantes.

O ministro, que falava na abertura da 1ª Conferência Internacional dos Diamantes, avançou que o Executivo está empenhado na política de comercialização de diamantes e seu regulamento que garante  ao sistema maior transparência e liberalização no processo de exploração, de compra e venda.

Diamantino Azevedo sublinhou que a politica de comercialização de diamantes está a ser aperfeiçoada gradualmente para estimular a produção e concorrendo na melhoria da arrecadação de receitas.

Para o desenvolvimento da indústria da lapidação, o ministro apontou a implementação da joalheira e a efectivação da Bolsa de Diamantes, no primeiro semestre de 2022.

Na óptica do ministro, o diamante como segunda fonte de exportação e de divisas do país ajudará na recuperação económica e desenvolvimento, quer como factor de empregabilidade, como para arrecadação de receitas fiscais.

Diamantino de Azevedo enalteceu a realização do evento, por promover a cadeia de valor de um sector de importância fundamental para o desenvolvimento económico e social do país e por representar uma homenagem simbólica a região leste, que geneticamente alberga diamantes de alta qualidade.

Em relação ao Pólo de Desenvolvimento Diamantífero, construído em apenas 18 meses, adiantou que traduz a vontade do Executivo de um rápido e harmonioso desenvolvimento económico-social, tendo o diamante com mola impulsionadora.

Com isso, lembrou que o país desempenhou um papel preponderante para a erradicação dos diamantes de sangue, que, no passado, sustentaram vários conflitos armados no continente africano, e que hoje são explorados legalmente em prol do desenvolvimento dos países produtores.

Conforme o ministro, após um período longo de instabilidade no mercado mundial, devido à pandemia da Covid-19, há sinais de recuperação no mercado mundial, estimulando toda actividade e abrindo perspectivas mais positivas para o desenvolvimento da cadeia de valor deste mineral estratégico.

Afirmou que o país comporta uma população jovem e ávida de conhecimentos, razão pela qual é necessário que a juventude aposte na formação profissional direccionada, em diferentes áreas do saber, para liderar o acompanhamento e a evolução das tarefas complexas ligadas aos diamantes.

Diamantino de Azevedo disse que, para quem quiser investir no sector, o Executivo garante o asseguramento de todo apoio institucional, traduzido na desburocratização de actos, na lisura e a transparência de acções, com adesão de Angola a Iniciativa da Transparência da Indústria Extractiva (ITIE), que tem por finalidade o apoio a governação transparente dos recursos minerais.

Explicou que actualmente a produção de diamantes no país está estabilizada em nove milhões de quilates por ano.

No ano de 2021, até ao mês de Outubro, houve uma produção de 6,592 milhões de quilates, com grau de execução de 72 por cento, para o ano 2022 a meta do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND)/2018/2022 é o aumento da produção para 10,055 milhões de quilates.

O ministro Diamantino Azevedo convidou os investidores nacionais e estrangeiros a investirem na região, sobretudo no sector dos diamantes, visando proporcionar empregos aos jovens e contribuírem para o processo de desenvolvimento da Lunda Sul.

O evento testemunhado pelo ministro da geologia e minas da República Democrática do Congo, Motemona Godard, vice-governadores da Lunda sul, Lunda Norte e Moxico, técnicos seniores da Endiama, Fundação Brilhante, e empresários nacionais e internacionais.

Por Angop 

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