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Sociedade

Angola perde quase mil hectares de florestas por dia

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Angola perdeu nos últimos 10 anos 925 hectares de florestas por dia, de acordo com um estudo sobre Direitos Ambientais e Direitos Humanos, produzido pelo Mosaico – Instituto para a Cidadania.

No total, o país perdeu 332.982 hectares de florestas, por ano, figurando desta forma na lista mundial como o 4º país com maior perda anual líquida de floresta.

A taxa anual de perda florestal, de 332.982, representa, em termos de cálculos, 27.749 hectares/mês, 925 hectares/dia”.

O estudo foi realizado nos municípios do Moxico, Bundas e Menongue, e destaca a condição de vulnerabilidade nestes contextos sob a perspectiva da violação de Direitos Humanos, provocada pelas questões ambientais.

Outra constatação deste estudo é a ausência de uma voz activa das comunidades para reivindicarem e defenderem os seus direitos ou informação suficiente para participarem conscientemente na tomada de decisões, o que poderia resultar num maior envolvimento das comunidades na gestão dos recursos naturais.

Este estudo foi ainda concebido para apoiar o trabalho de formação, capacitação e empoderamento das comunidades mais expostas aos riscos e possíveis desastres ambientais (consequências da indústria extractiva, poluição, desflorestação massiva,
etc.), e para servir de base a uma advocacia forte, para proteger e respeitar os Direitos do Ambiente em Angola.

Júlio Candeeiro, diretor Geral do Mosaiko relembrou a frase de campanha do projecto USAKI: “Defender o meio ambiente é lutar pelos Direitos Humanos”, para realçar que “cada pessoa, a seu nível, tem obrigação de se envolver nesta luta, para o bem-comum. Lutamos, em conjunto, pelo Direito ao Ambiente ou desaparecemos enquanto espécie”, disse.

O Estudo sobre Direitos Ambientais e Direitos Humanos, em Angola foi realizado no âmbito do projeto USAKI: Somos Ambiente e tem o apoio financeiro da União Europeia e o co-financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

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