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Angola pede mais cinco anos para concluir processo de desminagem

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Angola vai pedir, pela terceira vez, mais cinco anos de prorrogação do prazo para se livrar de minas antipessoal.

De acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores, a Agência Nacional de Acção contra Minas (ANAM) vai apresentar o pedido formal durante a 22.ª reunião dos Estados-parte da Convenção, que se realiza entre 01 e 05 de Dezembro, em Genebra, Suíça.

Angola projectou o alargamento de 2026 a 2030, tendo em conta que o prazo vigente prescreve a 31 de Dezembro deste ano, como obriga o artigo 5.º da Convenção de Otawa.

Segundo o director-geral da ANAM, brigadeiro Leonardo Sapalo, o pedido está justificado com base num programa preestabelecido, que já foi apresentado em 28 de Março deste ano e contou com a colaboração dos parceiros do país na luta contra as minas, designadamente a direcção de engenharia e infra-estruturas das Forças Armadas Angolanas (FAA), o centro nacional de desminagem, e as várias Organizações Não-Governamentais

É importante realçar que existem ainda 975 áreas minadas identificadas no país, o correspondente a 57.905.679 (cinquenta e sete milhões, novecentos e cinco mil, seiscentos e setenta e nove) metros quadrados.

As províncias com maior predominância são Bié, Cuando, Cubango, Cuanza Sul, Moxico e Moxico Leste.

 

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