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Economia

“Angola pagou toda dívida que tinha com o Brasil”

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Angola foi o país que mais recebeu financiamento do Brasil, num total de 3,8 bilhões dólares financiados para empresas, até 2019, valor este totalmente pago pelo Governo angolano, informou esta sexta-feira, 25, o Presidente da Câmara de Comércio Angola – Brasil e da Associação de Empresas e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN).

“De lá para cá, o financiamento foi suspenso, o que quer dizer que temos possibilidade de retomá-los, por parte do Governo brasileiro, porque não há nenhuma dívida mais de Angola para com o Brasil. Tudo foi pago até 2019”, disse Raimundo Lima, em declarações exclusivas ao Correio da Kianda, à margem do Fórum Económico que decorre hoje, com 500 empresários dos dois países, em Luanda.

O representante dos empresários brasileiros em Angola aproveitou ainda para apelar que tal retorno dos financiamentos beneficie também as pequenas e médias empresas, que, segundo o gestor, são as que contribuem para o aumento das oportunidades de emprego no país.

“Se tudo foi pago, não tem porque não voltar a fazer novos financiamentos e isso com essa vinda do presidente Lula, com certeza vai retomar. Espero que tenha também uma linha de financiamento para pequenas e médias empresas que contribuem muito para o aumento de emprego no país”, solicitou.

Lula, que chegou na noite de ontem a capital do país, vindo da 15ª Cúpula do BRICS, em Joanesburgo, África do Sul, viaja com uma comitiva composta por seis ministros, 170 empresários e onze parlamentares de diferentes partidos, o que para Raimundo Lima, demonstra a junção de dois factores:

“Demonstra tanto a confiança que as novas medidas recentemente tomadas pelo Governo de Angola vão permitir essa facilitação dos investimentos que hoje há muito dificuldade, mas também que o apoio do Governo Lula vai facilitar a vinda de estrangeiros para aplicar aqui”, rematou.

Agenda de Lula em Luanda inclui fórum com 500 empresários angolanos e brasileiros

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.