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Sociedade

“Angola não está preparada para os protestos”, diz líder de associação da Polícia Nacional

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O presidente da Rede Nacional de Atenção aos Reformados e Deficientes Físicos da Polícia Nacional, Eduardo Martins Geraldo, pediu, neste domingo, 08, em entrevista ao Correio da Kianda, um diálogo imediato entre as principais forças juvenis dos partidos políticos, JMPLA e JURA, incluindo jovens da sociedade civil, para encontrarem soluções contundentes da juventude, a fim de se evitar as sucessivas manifestações de rua no país. Apelou também às autoridades para evitarem o uso da força contra os manifestantes.

Eduardo Martins Geraldo sublinhou que Angola não está preparada para os protestos que têm se verificado nos últimos dias, por isso apela ao diálogo entre os jovens, devido um passado recente da guerra civil.

“A JMPLA, a JURA e os jovens da sociedade civil devem se juntar e discutir seriamente as preocupações da juventude, a fim de evitar a manifestação marcada para o dia 11 de Novembro, porque não trazem reflexo positivo ao país e o povo angolano não está preparado”, apelou.

O responsável dos reformados, deficientes, viúvas e órfãos da Polícia Nacional, entende que não é necessário que as manifestações sejam generalizadas, para este oficial, elas devem ser direccionadas para cada sector que se exige o melhoramento.

“É bom que haja manifestação conforme recomenda a Constituição, mas não deve ser assim. Quando elas são generalizadas provocam transtornos muito sérios e até as próprias autoridades perdem o controlo”.

“Aconselho os jovens a identificarem o sector que apresenta maior dificuldade porque, segundo Eduardo Geraldo, cada região do país tem diferentes necessidades, para melhor enquadrarem as suas exigências”, disse e sublinhou: “a realidade de Luanda é diferente das demais províncias, quanto maior for a onda de protestos na capital (Luanda) pode afectar todo país”.

Durante a conversa, Eduardo Geraldo reforçou mais uma vez a importância do diálogo entre a JMPLA e a JURA, destacando que neste encontro entre essas forças juvenis, os seus representantes devem usar os seus símbolos partidários para que haja melhor concertação entre as partes intermediadas pelos jovens da sociedade civil.

“Os jovens da JURA e da JMPLA devem aprender  a criar um ambiente de convivência e discutirem o problema do país”, frisou.

O presidente da Rede Nacional de Atenção aos Reformados e Deficientes Físicos da Polícia Nacional, disse ainda que existe alguns problemas, como a questão da água, energia, educação, emprego, dentre outros, que nem sempre os jovens devem “levar estas preocupações ao primeiro de Maio, quando há sectores onde devem ser encaminhadas tais preocupações”.

Eduardo Martins Geraldo disse que a associação que dirige é de âmbito nacional, controla mais de dois mil reformados, deficientes, viúvas e órfãos da Polícia Nacional, tendo muitos deles nesta fase da crise provocada pela pandemia da covid-19, sido beneficiados por alguns bens e formação profissionais.

Só este ano, de acordo com este responsável, dezenas de filhos de agentes da polícia já falecidos, controlados por esta associação, receberam formações profissionais gratuitas em diversas áreas como, electricidade, informática, canalização, e outros e continuam a frequentar a escola de condução também de forma gratuita.