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Sociedade

Angola melhora quatro posições no Índice sobre Liberdade de Imprensa

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Um novo relatório da Organização Internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) dá conta de que Angola melhorou quatro posições no Índice sobre Liberdade de Imprensa 2022, ocupando agora o lugar nº 99 da classificação mundial.

Na nova classificação, Angola passa da posição (103) para a 99, num total de 180 países, a frente de países como Brasil, Ucrânia, República Centro Africana. A lista é liderada pela Noroega, conforme o site da RSF.

No site da RSF, não há indicação de qualquer denúncia, morte, ou detenção registada a jornalistas angolanos.

No texto de fundamentação do relatório, a RSF sublinha que Angola (99º) faz parte da lista de países, juntamente com o  Zimbabwe (137º) e a Etiópia (114º), que apesar “há muito sufocado por ditaduras, o panorama mediático abriu-se em graus variados e sublinha, no entanto, que na maioria dos casos, persiste a repressão aos jornalistas dissidentes.

Recentemente, o Presidente da República, João Lourenço, afirmou que o seu Governo tem sido dos “maiores defensores dos jornalistas”, pois “defende a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão”.

A lista é divulgada duas semanas depois de, pela primeira vez na história do jornalismo angolano, os profissionais da comunicação social terem marchado, no dia 15 de Dezembro de 2022, em 17 das 18 províncias contra os ataques de que os jornalistas têm sido alvos nos último tempos.

Lembrar que a sede do Sindicato de Jornalistas Angolanos foi assaltada, em três ocasiões, tendo sido levado o principal computador do escritório. Antes, os jornalistas Raquel Rio, delegada da Agência Lusa em Angola, bem como João Armando, director do Expansão, viram as suas residências evadidas na calada da noite, tendo sido subtraídos apenas os computadores, enquanto dormiam.