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Economia

Angola gasta mais de USD 140 milhões com importação de aparelhos de ar condicionado

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Angola gastou, de Janeiro de 2018 a Agosto de 2019, mais de USD 141 milhões na importação de aparelhos de ar condicionado e respectivos acessórios, revelou, nesta sexta-feira, 02, o ministro do Comércio e Indústria.

Victor Fernandes falava à imprensa à margem da inauguração, pelo Presidente da República, João Lourenço, de uma fábrica de montagem de electrodomésticos.

A unidade fabril, propriedade do grupo empresarial angolano ICC, está localizada no Polo Industrial de Viana e tem capacidade para montar 300 mil aparelhos diversos por dia.

O ministro indicou que, no mesmo período, o Estado gastou também USD 147 milhões 158 mil 650 com a importação de arcas, geleiras e materiais para a produção de aparelhos de frio.

Afirmou que, aos poucos, o país vai aumentando a produção nacional de vários bens e serviços, bem como a redução das importações e a promoção das exportações.

Disse ser nesta perspectiva que se enquadra a iniciativa da ICC – Angola e de outros projectos similares noutros pontos do país, “com resultados animadores, sobretudo na ousadia de exportar os seus produtos made in (feitos em)  Angola para mercados do chamado primeiro mundo”.

O ministro do Comércio e Indústria anunciou a inauguração formal das restantes indústrias do mesmo ramo, brevemente.

“Dando conta da demanda nacional para os produtos aqui produzidos, em breve o país estará a exportar para a região e a médio prazo para todo o continente”, vaticinou o governante.

Victor Fernandes entende que, no quadro das políticas de fomento do Comércio, da revitalização da indústria e da geração de mais postos de trabalho, sobretudo para a juventude, o destaque recai para o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).

“Com um conjunto de subprogramas, o PRODESI está a dar-nos a ver a capacidade criativa e a disposição de trabalhar dos angolanos e não só”, vincou o ministro.

Por outro lado, o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, reconheceu que Angola está muito mais aberta ao investimento.

Fez saber que o Executivo, juntamente com o sector privado, está a fazer tudo o que pode, mesmo em tempo de covid-19, para que os investidores possam criar empregos, sobretudo para os jovens.

Disse que com a entrada em funcionamento dessa unidade fabril, os preços dos electrodomésticos no mercado nacional podem estabilizar-se.

“Começa agora a concorrência. Os preços podem se estabilizar porque a procura desses produtos (electrodomésticos) vai ser atendida”, afiançou.

Por Angop

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